O Ministério da Saúde divulgou uma lista com 71 plantas medicinais que poderão ser usadas como medicamentos fitoterápicos pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
A ideia é que a relação sirva de base para uma ampliação do número de fitoterápicos que hoje são financiados com verba federal. Atualmente, só dois, feitos à base de guaco (para tosse) e espinheira-santa (para úlcera e gastrite), são bancados pela pasta. A previsão é chegar a oito até o final do ano.
Confira a relação abaixo:
Achillea millefolium
nome popular: Mil-folhas, Dipirona
uso:combate úlceras, feridas, analgesica
Allium sativum
nome popular: Alho
uso: Anti-séptico, Antiiflamatório e Anti-hipertensivo
Aloe spp (A. vera ou A. barbadensis)
nome popular: Babosa, áloes
uso: combate caspa, calvíce e é antisseptico, tira lendia de piolhos e é cicatrizante
Alpinia spp (A. zerumbet ou A. speciosa)
nome popular: Colônia
Uso: Anti-hipertensivo
Anacardium occidentale
nome popular: Caju
uso:Antisseptico e cicatrizante
Ananas comosus
Nome popular: Abacaxi
Uso: mucolítica e fluidificante das secreções e das vias aéreas superiores.
Apuleia ferrea = Caesalpinia ferrea
Nome popular: Jucá, pau-ferroverdadeiro, ibirá-obi
Uso: Infecção catarral, garganta, gota, cicatrizante
Localização: Centro Oeste e Mato Grosso
Arrabidaea chica
nome popular: Crajirú, carajiru
uso: Afeções da pele em geral (impigens), feridas, Antimicrobiano
Centro Oeste
Artemisia absinthium
Nome popular: Artemísia
Uso: Estômago, fígado, rins, verme (lombriga e oxíuru, giárdia e ameba)
Baccharis trimera
nome popular: Carqueja, carquejaamargosa
Uso: combate feridas e estomáquico
Bauhinia spp (B. affinis, B. forficata ou variegata)
Nome popular: Pata de vaca
Bidens pilosa
nome popular: Picão
uso: combate úlceras
Calendula officinalis
Nome popular: Bonina, calêndula, flor-de-todos-osmales, malmequer
Uso: feridas, úlceras, micoses
Carapa guianensis
nome popular: Andiroba, angiroba, nandiroba
uso: combate úlceras, dermatoses e feridas
Casearia sylvestris
nome popular: Guaçatonga, apiáacanoçu,bugre branco, café-bravo
uso: combate úlceras, feridas, aftas, feridas na boca
Chamomilla recutita = Matricaria chamomilla = Matricaria recutita
nome popular: Camomila
uso: combate dermatites, feridas banais
Chenopodium ambrosioides
nome popular: Mastruz, erva-de-santa- maria, ambrosia, erva-debicho, mastruço, menstrus
uso: Corrimento vaginal, antisseptico local
Copaifera spp
Nome popular: Copaíba
Uso: antiinflamação
Cordia spp (C. curassavica ou C. verbenacea)
Nome popular: Erva baleeira
Uso: Antiiflamatoria
Costus spp (C. scaber ou C. spicatus)
nome popular: Cana-do-brejo
uso: combate leucorréia e infição renal
Croton spp (C. cajucara ou C. zehntneri)
nome popular: Alcanforeira, herva-mular, péde-perdiz
Uso:combate feridas, úlceras
Curcuma longa
nome popular: Açafrão
Cynara scolymus
nome popular: Alcachofra
uso: combate ácido úrico
Dalbergia subcymosa
nome popular: Verônica
uso: Auxiliar no tratamento de inflamações uterinas e da.anemia
Eleutherine plicata
nome popular: Marupa, palmeirinha
uso: Hemorróida, vermífugo
Equisetum arvense
nome popular: cavalinha
uso: diurético
Erythrina mulungu
nome popular: Mulungu
uso: Sistema nervoso em geral
Eucalyptus globulus
nome popular: eucalipto
uso: combate leucorréia
Eugenia uniflora ou Myrtus brasiliana
nome popular: Pitanga
uso: Diarréia
Foeniculum vulgare
nome popular: Funcho
uso: anti-séptico
Glycine max
Nome popular: Soja
Uso: sintomas da menopausa, oesteoporose
Harpagophytum procumbens
Nome popular: garra-do-diabo
Uso: Artrite reumantoide
Jatropha gossypiifolia
nome popular: Peão-roxo, jalopão, batata-de-téu
uso: antisseptico, feridas
Justicia pectoralis
Nome popular: anador
Uso: cortes, afecções nervosas, catarro bronquial
Kalanchoe pinnata = Bryophyllum calycinum
nome popular: Folha-da-fortuna
uso: furúnculos
Lamium album
nome popular: Urtiga-branca
uso: leucorréia
Lippia sidoides
Nome popular: estrepa cavalo, alecrim, alecrim-pimenta
Malva sylvestris
Nome popular: malva, malva-alta, malva-silvestre
Uso: furúnculos
Maytenus spp (M. aquifolium ou M. ilicifolia)
Nome popular: concorosa, combra-de-touro, espinheira-santa, concerosa
Uso: antiséptica em feridas e úlceras
Mentha pulegium
Nome popular: poejo
Mentha spp (M. crispa, M. piperita ou M. villosa)
Nome popular: hortelã-pimenta, hortelã, menta
Mikania spp (M. glomerata ou M. laevigata)
Nome popular: Guaco
Uso: broncodilatador
Momordica charantia
Nome popular: Melão de São Caetano
Morus sp
Nome popular: amora
Ocimum gratissimum
Nome popular: alfavacão, alfavaca-cravo
Orbignya speciosa
Nome popular: babaçu
Passiflora spp (P. alata, P. edulis ou P. incarnata)
Nome popular: maracujá
Uso: calmante
Persea spp (P. gratissima ou P. americana)
Nome popular: abacate
Uso: ácido úrico, prevenir queda de cabelo, anti-caspa
Petroselinum sativum
Nome popular: falsa
Phyllanthus spp (P. amarus, P.niruri, P. tenellus e P. urinaria)
Nome popular: erva-pombinha, quebra-pedra
Plantago major
Nome popular: tanchagem, tanchás
Uso: feridas
Plectranthus barbatus = Coleus barbatus
Nome popular: Boldo
Polygonum spp (P. acre ou P. hydropiperoides)
Nome popular: erva-de-bicho
Uso: corrimentos
Portulaca pilosa
Nome popular: amor-crescido
Uso: feridas, úlceras
Psidium guajava
Nome popular: goiaba
Uso: leucorréia, aftas, úlcera, irritação vaginal
Punica granatum
Nome popular: romeira
Uso: leucorréia
Rhamnus purshiana
Nome popular: cáscara sagrada
Ruta graveolens
Nome popular: arruda
Salix alba
Nome popular: salgueiro branco
Schinus terebinthifolius = Schinus aroeira
Nome popular: araguaíba, aroeira, aroeira-do-rio-grande-do-sul
Uso: feridas e úlceras
Solanum paniculatum
Nome popular: jurubeba
Solidago microglossa
Nome popular: arnica
Uso: contusões
Stryphnodendron adstringens = Stryphnodendron barbatimam
Nome popular: Barbatimão, abaremotemo, casca-da-virgindade
Uso: Leucorréia, feridas, úlceras, corrimento vaginal
Syzygium spp (S. jambolanum ou S. cumini)
Nome popular: jambolão
Tabebuia avellanedeae
Nome popular: ipê-roxo
Tagetes minuta
Nome popular: cravo-de-defunto
Trifolium pratense
Nome popular: trevo vermelho
Uncaria tomentosa
Nome popular: unha-de-gato
Uso: imunoestimulante, antiinflamatório
Vernonia condensata
Nome popular: boldo da Bahia
Vernonia spp (V. ruficoma ou V. polyanthes)
Nome popular: assa-peixe
Zingiber officinale
Nome popular: gengibre
Uso: tosse
Observações: a aplicação medicinal depende da parte da planta utilizada (caule, semente, fruto etc). Fontes: Ministério da Saúde (para os nomes científicos), estudos e Secretaria Municipal de Cuiabá (para nomes populares e usos possíveis)
(Fonte: Folha de S.Paulo, 14/02/2009)
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Grupo acha pegada humana mais antiga
Um grupo de paleontólogos apresentou ontem imagens do registro mais antigo da caminhada de um primata do gênero Homo, o mesmo dos humanos. Cinco conjuntos de pegadas achadas às margens do lago Turkana, em Ileret (Quênia), possuem 1,5 milhão de anos.
Um estudo das marcas feitas em areia e argila solidificadas, apresentado pelos cientistas na edição de hoje da revista científica "Science", indica que provavelmente as pegadas foram deixadas por alguém da espécie Homo erectus. Mas é também possível que quem tenha pisado ali fosse o Homo ergaster, ainda mais primitivo, afirmam os autores do estudo, liderados por Matthew Bennett, da Universidade de Bournemouth.
"A comparação visual [dessa pegada] com os pés de outros primatas vivos ressalta óbvias diferenças", escrevem Robin Crompton e Todd Pataky, ambos da Universidade de Liverpool, em artigo de comentário feito para a própria "Science".
Segundo eles, as pegadas de Ileret servem para ajudar a explicar como o pé humano se tornou uma ferramenta de sobrevivência fundamental para o gênero Homo. Sua anatomia favorecia a vida sobre o chão --e não sobre as árvores-- o que reafirma um sinal distinto de adaptação evolutiva.
Mesmo com a última descoberta, porém, muitas lacunas evolutivas continuam a existir.
Enquanto hominídeos têm dedos curtos, por exemplo, e o dedão é alinhado com os demais, isso não é visto nos pés dos macacos. O mesmo vale para a marca que os pés humanos arqueados deixam sobre uma superfície mole, onde dedos e calcanhar afundam mais.
Toda a anatomia dos pés humanos, dizem os cientistas, é preparada para receber impactos sob os calcanhares e fazer leves impulsões com a parte da frente do pé --algo que qualquer atleta de fim de semana é capaz de perceber na prática.
Com base nas marcas encontradas em Ileret, os cientistas conseguiram reconstruir os pés que fizeram as pegadas e também fazer várias medidas com relação às marcas.
Sapato 39
A descoberta anunciada ontem é o primeiro grande marco nesse tipo de evidência paleontológica desde a apresentação de um conjunto de pegadas em Laetoli, na Tanzânia, há três décadas. Aquelas marcas, porém, com 3,6 milhões de anos, são provavelmente de membros da espécie Australopithecus afarensis, um primata que ainda não possuía muitas das características que afastaram os humanos dos macacos.
Apesar de já indicarem bipedalismo, as marcas de Laetoli apresentavam um arco estreito, e o dedão da espécie ainda não estava alinhado. Já as marcas do gênero Homo em Ileret --que mediam o equivalente a um pé de numeração 39-- se encaixam em dados anatômicos mais modernos.
Segundo Bennett e seus coautores, o surgimento de hominídeos com pernas mais longas foi uma importante alteração evolutiva. Os hominídeos de Ileret tinham cerca de 1,75 metro de altura, mais do que os australopitecos. A passos largos, passaram a gastar menos energia para transportar alimentos por grandes planícies.
Com uma maior gama de ambientes que eram capazes de ocupar e com mais adaptações anatômicas, os hominídeos começaram a crescer em tamanho. Em paralelo, sua dieta também melhorou, escrevem os cientistas. Teria sido nesse contexto, portanto, que mudanças biológicas e culturais começariam a moldar aqueles que viriam a dar origem aos homens modernos. (FOnte: Folha On-line, 27/02/2009)
Um estudo das marcas feitas em areia e argila solidificadas, apresentado pelos cientistas na edição de hoje da revista científica "Science", indica que provavelmente as pegadas foram deixadas por alguém da espécie Homo erectus. Mas é também possível que quem tenha pisado ali fosse o Homo ergaster, ainda mais primitivo, afirmam os autores do estudo, liderados por Matthew Bennett, da Universidade de Bournemouth.
"A comparação visual [dessa pegada] com os pés de outros primatas vivos ressalta óbvias diferenças", escrevem Robin Crompton e Todd Pataky, ambos da Universidade de Liverpool, em artigo de comentário feito para a própria "Science".
Segundo eles, as pegadas de Ileret servem para ajudar a explicar como o pé humano se tornou uma ferramenta de sobrevivência fundamental para o gênero Homo. Sua anatomia favorecia a vida sobre o chão --e não sobre as árvores-- o que reafirma um sinal distinto de adaptação evolutiva.
Mesmo com a última descoberta, porém, muitas lacunas evolutivas continuam a existir.
Enquanto hominídeos têm dedos curtos, por exemplo, e o dedão é alinhado com os demais, isso não é visto nos pés dos macacos. O mesmo vale para a marca que os pés humanos arqueados deixam sobre uma superfície mole, onde dedos e calcanhar afundam mais.
Toda a anatomia dos pés humanos, dizem os cientistas, é preparada para receber impactos sob os calcanhares e fazer leves impulsões com a parte da frente do pé --algo que qualquer atleta de fim de semana é capaz de perceber na prática.
Com base nas marcas encontradas em Ileret, os cientistas conseguiram reconstruir os pés que fizeram as pegadas e também fazer várias medidas com relação às marcas.
Sapato 39
A descoberta anunciada ontem é o primeiro grande marco nesse tipo de evidência paleontológica desde a apresentação de um conjunto de pegadas em Laetoli, na Tanzânia, há três décadas. Aquelas marcas, porém, com 3,6 milhões de anos, são provavelmente de membros da espécie Australopithecus afarensis, um primata que ainda não possuía muitas das características que afastaram os humanos dos macacos.
Apesar de já indicarem bipedalismo, as marcas de Laetoli apresentavam um arco estreito, e o dedão da espécie ainda não estava alinhado. Já as marcas do gênero Homo em Ileret --que mediam o equivalente a um pé de numeração 39-- se encaixam em dados anatômicos mais modernos.
Segundo Bennett e seus coautores, o surgimento de hominídeos com pernas mais longas foi uma importante alteração evolutiva. Os hominídeos de Ileret tinham cerca de 1,75 metro de altura, mais do que os australopitecos. A passos largos, passaram a gastar menos energia para transportar alimentos por grandes planícies.
Com uma maior gama de ambientes que eram capazes de ocupar e com mais adaptações anatômicas, os hominídeos começaram a crescer em tamanho. Em paralelo, sua dieta também melhorou, escrevem os cientistas. Teria sido nesse contexto, portanto, que mudanças biológicas e culturais começariam a moldar aqueles que viriam a dar origem aos homens modernos. (FOnte: Folha On-line, 27/02/2009)
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
'Gás do pum' pode ajudar a tratar pressão alta, diz estudo

Um gás liberado em flatulências e em "bombas de cheiro" pode desempenhar o papel de regular a pressão sangüínea, segundo um estudo da John Hopkins University publicado pela revista especializada "Science".
Pequenas quantidade de sulfeto de hidrogênio - um gás tóxico gerado por bactérias que vivem no intestino humano - são responsáveis pelo mau cheiro de flatulências.
Mas o estudo mostra que esse gás também é produzido por uma enzima encontrada em células que revestem os vasos sangüíneos, chamada CSE, e ele teria o papel de relaxar essas veias e baixar a pressão.
As conclusões, tiradas a partir de um estudo com camundongos, podem levar a novos tratamentos para a pressão alta.
Experiência
No estudo, camundongos geneticamente modificados para ter deficiência da enzima CSE apresentaram níveis de sulfeto de hidrogênio quase nulos, em comparação com camundongos normais.
Os cobaias com deficiência da enzima apresentavam pressão sanguínea cerca de 20% mais alta do que os normais, resultados comparáveis à pressão alta em humanos.
Quando os camundongos modificados receberam um remédio para relaxar as veias - metacolina - não houve diferença, indicando que o gás é responsável pelo relaxamento.
Já se sabe que outro gás, o óxido nítrico, está envolvido no controle da pressão sanguínea.
"Agora que sabemos que o sulfeto de hidrogênio tem um papel no controle da pressão, pode ser possível criar terapias com remédios que aumentem sua produção como alternativa para os atuais métodos de tratamento de hipertensão", disse o pesquisador Solomon Snyder.
(Fonte: G1)
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Leitura
Fonte: TRIA L. MAROJA, R.. Superintrigante: O verdadeiro pulmão do planeta são os oceanos. Superinteressante: São Paulo, nov. 1998, p. 30.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
A Terra em alerta
O planeta esquenta e a catástrofe é iminente. Mas existe solução
Ondas de calor inéditas. Furacões avassaladores. Secas intermináveis onde antes havia água em abundância. Enchentes devastadoras. Extinção de milhares de espécies de animais e plantas. Incêndios florestais. Derretimento dos pólos. E toda a sorte de desastres naturais que fogem ao controle humano.
Há décadas, pesquisadores alertavam que o planeta sentiria no futuro o impacto do descuido do homem com o ambiente. Na virada do milênio, os avisos já não eram mais necessários – as catástrofes causadas pelo aquecimento global se tornaram realidades presentes em todos os continentes do mundo. O desafios passaram a ser dois: se adaptar à iminência de novos e mais dramáticos desastres naturais; e buscar soluções para amenizar o impacto do fenômeno.
Em tempos de aquecimento planetário, uma nova entidade internacional tomou as páginas de jornais e revistas de toda a Terra – o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), criado pela ONU para buscar consenso internacional sobre o assunto. Seus aguardados relatórios ganharam destaque por trazer as principais causas do problema, e apontar para possíveis caminhos que podem reverter alguns pontos do quadro.
Em 2007, o painel escreveu e divulgou três textos. No primeiro, de fevereiro, o IPCC responsabilizou a atividade humana pelo aquecimento global – algo que sempre se soube, mas nunca tinha sido confirmado por uma organização deste porte. Advertiu também que, mantido o crescimento atual dos níveis de poluição da atmosfera, a temperatura média do planeta subirá 4 graus até o fim do século. O relatório seguinte, apresentado em abril, tratou do potencial catastrófico do fenômeno e concluiu que ele poderá provocar extinções em massa, elevação dos oceanos e devastação em áreas costeiras.
A surpresa veio no terceiro documento da ONU, divulgado em maio. Em linhas gerais, ele diz o seguinte: se o homem causou o problema, pode também resolvê-lo. E por um preço relativamente modesto – pouco mais de 0,12% do produto interno bruto mundial por ano até 2030. Embora contestado por ambientalistas e ONGs verdes, o número merece atenção.
O 0,12% do PIB mundial seria gasto tanto pelos governos, para financiar o desenvolvimento de tecnologias limpas, como pelos consumidores, que precisariam mudar alguns de seus hábitos. O objetivo final? Reduzir as emissões de gases do efeito estufa, que impede a dissipação do calor e esquenta a atmosfera.
O aquecimento global não será contido apenas com a publicação dos relatórios do IPCC. Nem com sua conclusão de que não sai tão caro reduzir as emissões de gases. Apesar de serem bons pontos de partida para balizar as ações, os documentos não têm o poder de obrigar uma ou outra nação a tomar providências. Para a obtenção de resultados significativos, o esforço de redução da poluição precisa ser global. O fracasso do Tratado de Kioto, ao qual os Estados Unidos, os maiores emissores de CO2 do mundo, não aderiram, ilustra os problemas colocados diante das tentativas de conter o aquecimento global.
(FONTE: http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/aquecimento_global/contexto_int.html)
Ondas de calor inéditas. Furacões avassaladores. Secas intermináveis onde antes havia água em abundância. Enchentes devastadoras. Extinção de milhares de espécies de animais e plantas. Incêndios florestais. Derretimento dos pólos. E toda a sorte de desastres naturais que fogem ao controle humano.
Há décadas, pesquisadores alertavam que o planeta sentiria no futuro o impacto do descuido do homem com o ambiente. Na virada do milênio, os avisos já não eram mais necessários – as catástrofes causadas pelo aquecimento global se tornaram realidades presentes em todos os continentes do mundo. O desafios passaram a ser dois: se adaptar à iminência de novos e mais dramáticos desastres naturais; e buscar soluções para amenizar o impacto do fenômeno.
Em tempos de aquecimento planetário, uma nova entidade internacional tomou as páginas de jornais e revistas de toda a Terra – o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), criado pela ONU para buscar consenso internacional sobre o assunto. Seus aguardados relatórios ganharam destaque por trazer as principais causas do problema, e apontar para possíveis caminhos que podem reverter alguns pontos do quadro.
Em 2007, o painel escreveu e divulgou três textos. No primeiro, de fevereiro, o IPCC responsabilizou a atividade humana pelo aquecimento global – algo que sempre se soube, mas nunca tinha sido confirmado por uma organização deste porte. Advertiu também que, mantido o crescimento atual dos níveis de poluição da atmosfera, a temperatura média do planeta subirá 4 graus até o fim do século. O relatório seguinte, apresentado em abril, tratou do potencial catastrófico do fenômeno e concluiu que ele poderá provocar extinções em massa, elevação dos oceanos e devastação em áreas costeiras.
A surpresa veio no terceiro documento da ONU, divulgado em maio. Em linhas gerais, ele diz o seguinte: se o homem causou o problema, pode também resolvê-lo. E por um preço relativamente modesto – pouco mais de 0,12% do produto interno bruto mundial por ano até 2030. Embora contestado por ambientalistas e ONGs verdes, o número merece atenção.
O 0,12% do PIB mundial seria gasto tanto pelos governos, para financiar o desenvolvimento de tecnologias limpas, como pelos consumidores, que precisariam mudar alguns de seus hábitos. O objetivo final? Reduzir as emissões de gases do efeito estufa, que impede a dissipação do calor e esquenta a atmosfera.
O aquecimento global não será contido apenas com a publicação dos relatórios do IPCC. Nem com sua conclusão de que não sai tão caro reduzir as emissões de gases. Apesar de serem bons pontos de partida para balizar as ações, os documentos não têm o poder de obrigar uma ou outra nação a tomar providências. Para a obtenção de resultados significativos, o esforço de redução da poluição precisa ser global. O fracasso do Tratado de Kioto, ao qual os Estados Unidos, os maiores emissores de CO2 do mundo, não aderiram, ilustra os problemas colocados diante das tentativas de conter o aquecimento global.
(FONTE: http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/aquecimento_global/contexto_int.html)
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