sábado, 2 de janeiro de 2010

Estudo descreve árvore mais antiga e ‘teimosa’ do mundo, na Califórnia/EUA





Pesquisadores americanos identificaram uma árvore com mais de 13 mil anos que tem sobrevivido “clonando a si mesma”. Os cientistas, da Universidade da Califórnia (câmpus de Davis e de Riverside), analisaram uma espécie de carvalho das Montanhas Jurupa, no condado de Riverside. A descrição da árvore está publicada no site de ciência PLoS One.

O carvalho (Quercus palmeri) é formado por uma “comunidade” de arbustos clonados. Os cientistas afirmam que a árvore conseguiu superar condições climáticas extremas por regeneração, desde a Era do Gelo. (Fonte: G1, 25/12/2009)

Controle sexual do mosquito estrangula malária, diz estudo




Interferir na vida sexual dos mosquitos ajuda a interromper a propagação da malária, segundo um estudo britânico divulgado nesta quinta-feira (24).

Um estudo feito a partir da espécie de mosquito Anopheles gambiae - essencialmente vetora da transmissão da malária na África - mostrou que, devido ao fato destes mosquitos acasalarem apenas uma vez em seu ciclo vital, controlar este processo pode reduzir dramaticamente o número populacional do inseto.

Pesquisadores do Imperial College London descobriram que o "tampão genital", usado por mosquitos machos para garantir que seu esperma fique no lugar certo na fêmea, é essencial para ela possa fertilizar seus ovos durante seu tempo de vida.

Sem o tampão genital, o esperma não fica armazenado corretamente, e a fertilização é interrompida, segundo escreveu o grupo na revista "PLOS".

"O tampão tem uma função importante na fertilização da fêmea para armazenar esperma com sucesso, no lugar certo dentro dela, e também é vital para o sucesso da reprodução", escreveram os cientistas.

"Remover ou interferir no tampão genital faz a cópula ineficaz. A descoberta pode ser usada para desenvolver novas formas de controle da população do mosquito Anopheles gambiae, a fim de limitar a propagação da malária."

Pesquisa - A equipe de cientistas analisou a composição do tampão genital, e descobriu que ele é formado quando uma enzima, denominada transglutaminase, interage com proteínas no sêmen do mosquito macho.

A interação faz com que o fluido coagule, para então se tornar uma massa sólida e gelatinosa, conhecida como tampão genital.

Quando pesquisadores extraíram a enzima em mosquitos machos no laboratório, o tampão não se formava - logo, a reprodução era falha durante a cópula.

Caso este processo possa ser desenvolvido para uso - talvez na forma de um spray inseticida - poderá, também, "induzir efetivamente a esterilidade no mosquito fêmea", segundo escreveram cientistas.

Por volta de 40% da população mundial vive sob risco da malária, doença potencialmente fatal que é transmitida pela picada de mosquito.

A patologia mata mais de um milhão de pessoas no mundo a cada ano - crianças correspondem a 90% das mortes nas partes mais afetadas, como a África Subsaariana e partes da Ásia. (Fonte: Folha Online, 24/12/2009)

Quantas peças tem um carro?

Esse vídeo, produzido pela Hyundai, responde perfeitamente à pergunta. É possível ter uma dimensão de tudo que compõe um automóvel, pois um carro é completamente desmontado e seus componentes são alinhados e expostos aos expectadores. Da carroceria aos parafusos, são centenas de ítens feitos de ferro, plástico, vidro e outros materiais que podem causar diversos impactos ao serem extraídos, processados e descartados. Uma pesquisa realizada pela Associação para a Ciência da Educação e pela Associação de Design e Tecnologia do Reino Unido mediu a quantidade média de materiais usados para fabricar um carro no país. Os resultados são esse: *Peso médio dos carros: uma tonelada; * CO2 emitido para fabricar 1 Kg de aço: 5 Kg; * CO2 emitido para fabricar 1 Kg de plástico: 24 Kg; * CO2 emitido para fabricar e montar um carro: 3.003 kg. A pesquisa ainda revelou que a composição média de um carro é feita de: * 50% de aço; * 19% de ferro fundido; * 8% de não-ferrosos; * 7% de plásticos; * 6% borracha; * 3% vidro; * 2% de fluidos; * 5% de outros materiais. Confira o vídeo e veja que os impactos dos carros no planeta começam antes mesmo que seja dada a partida no motor.

Micoses, manchas e queimaduras aumentam visitas a dermatologistas no verão





As consultas a dermatologistas em ambulatórios da rede pública estadual aumentam cerca de 20% em janeiro e fevereiro, na comparação com os demais meses do ano. Os dados são de um levantamento da Secretaria da Saúde de São Paulo, divulgado hoje.

Em primeiro lugar na lista de doenças de pele características do verão estão as micoses, responsáveis por metade das consultas médicas.

"Esse tipo de lesão pode servir como porta de entrada para bactérias que se alojam no tecido subcutâneo e podem levar a uma doença mais grave em outras partes do corpo, como pernas e costas", afirma Ricardo Tardelli, diretor estadual de Saúde.

Na lista dos motivos que levam os pacientes a consultar o dermatologista no verão, aparecem ainda as manchas causadas pela exposição ao sol (30% dos atendimentos), e as queimaduras solares (20%).

Para evitar problemas dermatológicos no verão, a Secretaria de Estado da Saúde recomenda usar filtro solar adequado ao tipo de pele, evitar se expor ao sol entre 10h e 16h, secar bem os vãos entre os pés e a virilha e permanecer o mínimo de tempo possível com roupas de banho molhadas. (Fonte: Folha Online, 02/01/2010)

Bexiga deve ser esvaziada antes de viagem para evitar lesão, diz médico

Parece lenda urbana, mas tem embasamento científico. É, sim, recomendável ir ao banheiro antes de sair de carro, moto ou bicicleta porque, em caso de acidente, o risco de a bexiga estourar e causar uma infecção generalizada (sepse) é muito maior.
Quando vazia, a bexiga situa-se atrás do púbis, osso localizado acima da região genital. Ao se encher, a estrutura fica mais tensa --exatamente como os balões de festas-- e ultrapassa os limites do púbis em direção ao umbigo, o que facilita um rompimento em caso de impacto no abdômen.
"Quando a bexiga está vazia, o osso da bacia pode se romper e perfurar o órgão. Mas, quando cheia, ela pode romper e deixar a urina extravasar para dentro da cavidade abdominal mesmo com traumatismo de menor impacto e sem fratura do osso", explica o urologista Celso Gromatzky, do Hospital Sírio-Libanês.
A máxima vale para viagens longas e curtas --mesmo em grandes cidades, é interessante fazer trajetos de bexiga vazia. "Num caso de traumatismo severo, não vai evitar, mas em um de menor impacto, isso previne a ruptura de bexiga", diz.
Se houver explosão de bexiga, o paciente não vai urinar, uma situação que não costuma passar despercebida. Mas pode haver perfurações tamponadas, em que a urina escapa aos poucos e pode demorar a ser notada. "Se isso não for percebido logo, a urina pode se infectar por bactérias e causar sepse."
(Fonte: Folha de S. Paulo, 02/01/2010)