quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Pesquisadores chineses descobrem vírus da gripe aviária

Cientistas da China informaram na quinta-feira (22) que estão pesquisando a existência de um vírus do tipo H7 que infecta galinhas. Eles estudam o vírus da gripe das aves H7N9, que matou mais de 40 pessoas no país desde março. O vírus foi batizado de H7N7 e tem capacidade de infectar mamíferos, segundo experiência de laboratório.
“Se deixarmos o H7N7 continuar a circular em galinhas, tenho a certeza de que ocorrerão casos de infecção humana”, disse por e-mail o coautor do estudo Yi Guan, da Universidade de Hong-Kong. “Esse vírus pode causar infecções mais graves que o H7N9”, observou.
Para os especialistas chineses, é necessário manter o alerta, pois o novo vírus pode representar uma ameaça. “A prevalência continuada dos vírus H7 em aves poderá levar à geração de variantes altamente patogênicas e mais infecções humanas esporádicas”, disseram os cientistas, em um artigo publicado na revista Nature.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), houve 135 casos confirmados de pessoas que contraíram a gripe das aves H7N9 ao longo do ano, 44 morreram. Todos os casos ocorreram na China, com exceção de um em Taiwan.
O H7N7 se espalha em aves. Em 2003, causou uma morte humana e mais de 80 casos moderados da doença na Holanda. Para o novo estudo, os especialistas testaram em ratos de laboratório o vírus H7N7. Os animais desenvolveram pneumonia grave, o que sugere que o vírus é potencialmente infeccioso para os seres humanos.
“Pensamos que é assustador para os humanos. A população humana não tem anticorpos contra o subtipo de vírus da gripe H7. Por isso, se ele causar um surto pandêmico, matará muitas pessoas”, disse Yi Guan, da Universidade de Hong-Kong. Em uma amostra de 150 galinhas testadas, 36 eram portadoras do vírus H7N7 e muitas aves tinham tanto o H7N7 quanto o H7N9.
Ao analisar o estudo, o professor Iain Jones, da Universidade de Reading, disse que o vírus não é “um imediato perigo público”. “Os programas de vigilância podem agora concentrar-se em estirpes fundamentais no processo de adaptação e erradicá-las”, disse ele, em texto divulgado pelo Science Media Centre. (Fonte: Agência Brasil, set/2013).

Figueira de 400 anos será derrubada em Hong Kong por causa de fungos

ma figueira de 400 anos de idade vai ser derrubada em Hong Kong, segundo anúncio feito por autoridades nesta sexta-feira (23). A árvore foi atacada por uma doença de fungos, que ocorreu depois que as obras de um parque privaram suas raízes de oxigênio e nutrientes.
No coração da cidade, no Parque Kowloon, a figueira mais velha de Hong Kong foi infectada por uma doença fatal que autoridades temem que possa espalhar para outras árvores nos arredores.
Um terço da árvore desabou em um tufão de 2007, mas a grandeza da figueira ainda surpreende quem passa perto de seu tronco imponente, de 22 metros de altura, e da copa que se espalha por cerca de 27 metros. “Nenhuma outra figueira era tão velha quanto esta, nem tão grande quanto ela”, disse o professor do departamento de Geografia da Universidade de Hong Kong, Jim Chi Yung, à AFP. (Fonte: G1, set/2013)

Cientistas criam castanheira resistente a fungos nos EUA

Após décadas de pesquisa, dois grupos parecem ter chegado, de forma independente, perto do mesmo “milagre” botânico: criar uma castanheira norte-americana capaz de suportar a praga de fungo que eliminou bilhões de árvores na primeira metade do século 20.
Em 12 hectares de Force, na região rural da Pensilvânia, mil mudas de castanheiras potencialmente resistentes à praga foram plantadas em maio pela Fundação Castanheira Americana.
Os brotos, híbridos de plantas chinesas e americanas, estão entre as 14 mil castanheiras que serão plantadas sobre áreas recuperadas de minas a céu aberto nos montes Apalaches até o fim de 2014.
No Colégio de Ciência Ambiental e Florestamento da Universidade Estadual de Nova York em Syracuse, William A. Powell e seu colega geneticista Charles A. Maynard preparam novos testes de uma castanheira que foi modificada com um gene do trigo.
A árvore se saiu bem nos primeiros testes. Com a aprovação do Departamento de Agricultura dos EUA, um teste de campo controlado será realizado no início deste outono americano.
A castanheira, de rápido crescimento, era uma das árvores mais altas das florestas do leste dos EUA, com troncos que podiam alcançar 15 metros antes dos primeiros ramos.
Susan Freinkel, autora do livro “American Chestnut: The Life, Death and Rebirth of a Perfect Tree” [Castanheira norte-americana: Vida, morte e renascimento de uma árvore perfeita], disse que as muitas utilidades da castanheira – como a madeira, o tanino e as nozes – a tornavam uma “grande provedora” da Louisiana ao Maine.
A praga chegou a Nova York em um navio que transportava castanheiras da Ásia. Esforços intensos para encontrar um híbrido resistente à doença começaram nos anos 1930, mas virtualmente todas as árvores norte-americanas originais estavam mortas na década de 1950.
A Fundação Castanheira Americana passou mais de 30 anos tentando misturar a resistência a fungos das castanheiras chinesas com a graça e a resistência das norte-americanas.
Hoje, com dois grupos de pesquisa próximos de descobertas importantes, Bryan Burhans, presidente da Fundação Castanheira, está cautelosamente otimista. “A situação é promissora”, disse ele.
Há bons motivos para se acreditar que a principal questão hoje sobre o renascimento das castanheiras não é mais se ocorrerá, mas quando.
As duas novas castanheiras norte-americanas tomam caminhos muito diferentes em direção ao combate ao fungo parasítico.
O fungo mata ao produzir ácido oxálico, substância química poderosa. As novas árvores híbridas resistem ao fungo como suas primas chinesas, essencialmente construindo um muro em torno do fungo antes que ele consiga secretar ácido suficiente para rodear a árvore. As castanheiras geneticamente modificadas usam uma abordagem diferente: seu gene de trigo fabrica uma enzima que torna o ácido inofensivo.
O momento coincidente dos dois grupos é maravilhoso, diz o doutor Maynard.
“Buscamos soluções há 20 anos”, diz. “É incrível que tenhamos chegado a duas quase ao mesmo tempo.” (Fonte: Folha.com, 04/09/2013)

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Blog: Física

Para quem pretende dar continuidade nos estudos e/ou gosta
de física moderna, segue o endereço de um blog bem interessante:
http://fisicamoderna.blog.uol.com.br/arch2013-05-19_2013-05-25.html#2013_05-23_12_34_46-7000670-0