sexta-feira, 10 de julho de 2009

EXCLUSIVO: ONG fotografa primeira harpia adulta monitorada por satélite no Brasil

Danielle Jordan / AmbienteBrasil

A harpia, também conhecida como gavião-real, foi avistada na última quarta-feira por pesquisadores do Projeto Harpia na Mata Atlântica, no Parque Nacional Pau-Brasil (PARNA Pau-Brasil), em Porto Seguro (BA).

Desde maio de 2008 a ave é monitorada por satélite por pesquisadores. Depois de passar por intensa avaliação, ela foi solta. Os estudos apontam que a soltura foi bem sucedida e o animal vive em boas condições.

O animal foi encontrado caído no campo por funcionários da Fazenda Aliança, Itagimirim (BA) e depois encaminhado ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

A ave foi encaminhada, então, à Estação Veracel, que trabalha na reabilitação de outro exemplar da espécie que vive em cativeiro há 12 anos e deve ser solto no próximo mês, conforme publicado por AmbienteBrasil em 22 / 04 / 2009

Canadá detecta nova variante do vírus da gripe

Dois trabalhadores de uma fazenda de porcos no Canadá estão infectados por uma nova variante do vírus da gripe suína, diferente do A (H1N1), informaram as autoridades de saúde do país.

As autoridades definiram o novo vírus, detectado na província (Estado) de Saskatchewan, como "vírus não pandêmico da gripe suína".

A ministra da Saúde canadense, Leona Aglukkaq, disse por meio de um comunicado que o governo está "trabalhando de forma estreita com a província de Saskatchewan para saber o máximo sobre esse novo vírus da gripe".

"Os resultados preliminares indicam que o risco para a saúde pública é reduzido e que os canadenses que foram vacinados contra a gripe regular devem ter algum tipo de imunidade contra esta nova cepa da gripe", acrescentou.

A responsável pela Saúde em Saskatchewan, Moira McKinnon, disse durante uma entrevista coletiva realizada hoje que os dois trabalhadores se recuperaram totalmente.

"Isto ocorre de vez em quando com os vírus da gripe, se misturam. O mais normal é que não tenham as características que os permitirão continuar. No entanto, seremos muito cuidadosos e atentos" acrescentou McKinnon.

As autoridades médicas também estão investigando a possibilidade de que outro trabalhador tenha sido infectado com o novo vírus.

Há duas semanas, todos os três tiveram sintomas similares aos de uma leve gripe e nenhum viajou para fora do país.

O Canadá já soma 37 mortes relacionadas com a gripe e é o terceiro país do mundo com o maior número de casos confirmados da doença.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. (Fonte: Estadão Online)

Um terço dos adultos e 70% dos adolescentes consomem açúcar em excesso

Mais de um terço dos adultos e idosos e 70% dos adolescentes consomem açúcar além do limite estabelecido pela OMS e pelo Ministério da Saúde, revela um estudo feito pela USP (Universidade de São Paulo) com mais de 2.000 moradores da cidade de São Paulo.

Além de não ter valor nutricional, o açúcar em excesso foi associado ao déficit de nutrientes. Segundo as autoras, apesar de o Brasil ser um dos principais produtores mundiais de açúcar proveniente da cana, não há estudos populacionais que investiguem esse consumo entre os brasileiros.

Os resultados são fruto de duas pesquisas feitas a partir de um mesmo banco de dados. Uma delas focou na análise dos adultos e idosos e a outra, no consumo dos adolescentes. Os trabalhos investigaram a ingestão do açúcar presente nos alimentos industrializados e do de adição (aquele que é acrescentado aos preparados).

Entre as pessoas com consumo excessivo, o açúcar representa, em média, 12% das calorias ingeridas diariamente, contra os 10% recomendados. Em alguns casos, esse valor chegou a 25%. Embora o valor não seja tão alto, ele causa preocupação.

"O valor de 10% já é o limite. Além disso, o maior consumo de açúcar associou-se à menor ingestão de alguns nutrientes, como proteína, fibras, zinco, ferro, magnésio, potássio, vitamina B6 e folato", diz a nutricionista Milena Bueno, uma das autoras da pesquisa.

Doce vício - Além de causar cáries, os alimentos açucarados levam facilmente ao ganho de peso -fator agravado porque normalmente esses produtos contêm gorduras. E a obesidade está relacionada a várias doenças. Alguns estudos também sugerem que os doces despertem uma espécie de vício. "A pessoa passa a querer mais", afirma Luciana Bruno, nutricionista da Sociedade Brasileira de Diabetes.

A maior prevalência do consumo exagerado ocorre nos adolescentes. Mas a pesquisa revelou que, em média, 37% dos adultos e idosos abusam do doce. Entre as mulheres adultas, 40% ultrapassam os limites, contra 35% dos homens. Nos idosos, as taxas são 30% e 23%, respectivamente.

Os refrigerantes foram os maiores responsáveis pelo excesso de açúcar consumido por adolescentes e adultos. Nos mais jovens, a bebida responde por 34,2% do açúcar ingerido pelos meninos e 32% do açúcar ingerido pelas meninas. Já os alimentos achocolatados em pó representam 11% do consumo.

Entre os idosos, a principal fonte foi o açúcar de adição. "Provavelmente pelo consumo em cafés e chás", acredita a nutricionista Milena Bueno. Mas itens como bolachas recheadas, bolos prontos, sucos industrializados e cereais matinais também contribuíram.

Amostra representativa - A pesquisa ouviu 793 adolescentes, 689 adultos e 622 idosos. Os voluntários, todos residentes em São Paulo, foram selecionados a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE, e responderam a um questionário detalhado sobre a consumo de alimentos no dia anterior. "É uma amostra que pode ser considerada representativa do município de São Paulo", diz a nutricionista Ana Carolina Colucci, também autora do trabalho.

"Podemos extrapolar os dados para regiões com as mesmas características, ou seja, a população urbana de grandes cidades brasileiras", acrescenta Milena Bueno.

Outras conclusões do estudo revelaram que mulheres consomem mais açúcar do que os homens e que não há diferenças significativas em função do nível socioeconômico.

"Não esperávamos encontrar essa alta prevalência de adolescentes com consumo acima do limite máximo", diz Ana Carolina Colucci.

"Isso é preocupante principalmente se considerarmos que o açúcar de adição não são componentes essenciais à dieta, devendo ser inseridos de maneira restrita tanto em relação à frequência quanto à quantidade em uma alimentação saudável", lembra ela.

Para diminuir a dose diária de açúcar, é possível mudar alguns hábitos, como evitar acrescentar o alimento a sucos e vitaminas e diminuir as colheradas em bebidas como café e chás. "Também vale substituir o açúcar branco pelo demerara ou pelo mascavo, que têm a mesma quantidade de calorias, mas menos aditivos químicos", recomenda a nutricionista Luciana Bruno. (Fonte: Folha Online, jul/2009)

Substância da Ilha de Páscoa pode retardar envelhecimento, diz estudo

Uma substância encontrada no solo da Ilha de Páscoa - a rapamicina - pode ajudar a combater o processo de envelhecimento, segundo uma pesquisa de cientistas americanos publicada na revista especializada Nature.

Quando os cientistas usaram a rapamicina para tratar camundongos idosos, sua expectativa de vida aumentou em até 38%.

A pesquisa aumenta as perspectivas de se conseguir retardar o processo de envelhecimento em idosos.

Mas uma especialista britânica advertiu contra o uso da droga para este fim, já que a rapamicina também afeta o sistema imunológico.

Medicina - A rapamicina foi descoberta pela primeira vez na Ilha de Páscoa, nos anos 70.

Ela já é usada para evitar a rejeição de órgãos transplantados em pacientes e em tubos implantados em pacientes para manter suas artérias coronárias abertas. A substância também está sedo testada como um possível tratamento para câncer.

Os pesquisadores em três centros americanos, no Texas, Michigan e Maine, deram a substância para os camundongos com idade equivalente a 60 anos em humanos.

A rapamicina aumentou a expectativa de vida dos roedores entre 28% e 38%.

Os pesquisadores estimam que, em termos humanos, este aumento poderia ser ainda maior se tanto câncer como doenças cardíacas também fossem evitadas e curadas no processo.

O pesquisador Alan Richardson, do Barshop Institute, disse: "Faço pesquisas sobre envelhecimento há 35 anos, e já houve várias das chamadas intervenções 'anti-envelhecimento' que nunca obtiveram sucesso".

"Nunca pensei que poderíamos encontrar uma pílula anti-envelhecimento para as pessoas durante minha vida, mas a rapamicina parece prometer justamente isso."

"Acreditamos que esta seja a primeira evidência convincente de que o processo de envelhecimento pode ser retardado e a expectativa de vida estendida por uma terapia com drogas começando em uma idade avançada", disse Randy Strong, do Texas Health Science Center.

Restrições calóricas - A rapamicina parece ter um efeito semelhante à uma dieta de redução calórica, que já se mostrou ser eficaz em aumentar a expectativa de vida.

Ela afeta uma proteína das células chamada mTOR, que controla vários processos envolvidos no metabolismo e resposta a situações estressantes.

Os pesquisadores tiveram que encontrar uma maneira de reformular a droga para que ela ficasse estável o suficiente para chegar até o intestino dos camundongos antes de começar a se decompor.

O objetivo original era começar a ministrar a rapamicina para os camundongos aos quatro meses de idade, mas o atraso devido à nova formulação fez com que o tratamento só começasse quando as cobaias já tinham 20 meses de idade.

Os pesquisadores acreditavam que os camundongos já estariam muito velhos para que a droga tivesse algum efeito e se surpreenderam com o resultado.

"Esse estudo claramente identificou um potencial terapêutico para o desenvolvimento de drogas com o objetivo de prevenir doenças ligadas ao envelhecimento e aumentar a expectativa de vida", disse Strong.

"Se a rapamicina ou drogas similares funcionarem como imaginamos, a potencial redução de custo para serviços de saúde é enorme."

'Não tente em casa' - A médica Lynne Cox, especialista em envelhecimento da Universidade de Oxford, descreveu o estudo como "animador".

Segundo ela, "é especialmente interessante que o remédio tenha sido eficiente mesmo quando dado a camundongos idosos, já que seria muito melhor tratar o envelhecimento em pessoas mais velhas do que usar drogas como essas por toda a vida."

Mas, ela acrescentou, "de modo algum ninguém deve pensar em usar este remédio em particular para aumentar sua própria expectativa de vida, já que a rapamicina é imuno-supressora".

"Enquanto que os camundongos de laboratório são protegidos de infecções, isso é simplesmente impossível entre a população humana."

"O que o estudo faz é ressaltar um importante caminho molecular para o qual novas e mais específicas drogas podem ser criadas."

"Se é sensível tentar aumentar a expectativa de vida é outra questão; talvez, aumentar a expectativa de vida saudável, e não de vida, seja um objetivo melhor." (Fonte: Estadão Online, jul/2009)

Cafeína reverte perda de memória em ratos com Alzheimer, aponta estudo

Ratos criados em laboratório e programados para desenvolver sintomas do Mal de Alzheimer na velhice tiveram problemas de memória revertidos depois de ingerir 500 mg de cafeína por dia, segundo um estudo do Alzheimer's Disease Research Center da University of South Florida, nos Estados Unidos.

Uma outra pesquisa, da mesma universidade, revelou que a cafeína diminuiu significativamente níveis anormais da proteína beta-amilóide - associada ao Mal de Alzheimer - tanto no cérebro como no sangue de ratos que apresentavam sintomas da doença.

Os dois trabalhos, publicados na revista científica online Journal of Alzheimer's Disease, deram continuidade a pesquisas anteriores, segundo as quais a ingestão de cafeína no início da fase adulta preveniu problemas de memória em ratos criados para apresentar o Mal de Alzheimer na velhice.

Comentando o estudo, outros especialistas alertaram, no entanto, que são necessárias mais pesquisas sobre o assunto, e que suplementos de cafeína para idosos não são recomendados.

Resultados promissores - "Os novos resultados oferecem evidências de que a cafeína pode ser usada como um tratamento viável para o Mal de Alzheimer quando já estabelecido, e não simplesmente como uma estratégia de proteção", disse o principal autor do estudo, Gary Arendash.

"Isso é importante porque a cafeína é uma droga segura para a maioria das pessoas, entra com facilidade no cérebro e parece afetar diretamente o processo da doença".

Baseados nos resultados obtidos em ratos, os pesquisadores esperam iniciar pesquisas com humanos para avaliar se a cafeína poderia beneficiar pessoas no estágio inicial da doença.

A equipe já conseguiu estabelecer que a cafeína ingerida por idosos sem sinais de demência rapidamente afeta os níveis da proteína beta-amilóide no seu sangue - da mesma forma como nos ratos com Mal de Alzheimer.

Segundo Huntington Potter, diretor do Alzheimer's Disease Research Center, que participou dos estudos, a redução na quantidade da proteína beta-amilóide está associada a benefícios para a atividade cognitiva.

Experimentos - Quando tinham entre 18 e 19 meses de idade - o que equivale a cerca de 70 anos em humanos - 55 ratos foram submetidos a testes de comportamento para que os pesquisadores confirmassem que tinham de fato problemas de memória.

Depois disso, metade dos ratos teve cerca de 500 mg de cafeína adicionada à água que bebiam diariamente. O restante continuou bebendo água pura.

Segundo os pesquisadores, essa quantidade de cafeína equivale a dois cappuccinos de máquina, 14 copos de chá ou 20 refrigerantes que contêm cafeína (como Coca-Cola, por exemplo).

Após dois meses, os ratos foram testados novamente. Os que ingeriram cafeína tiveram desempenho muito melhor nos testes de memória e habilidade cognitiva. Seus resultados foram tão bons quanto os de ratos da mesma idade sem problemas de memória.

Os que beberam água pura continuaram a ter baixo desempenho nos testes.

Os especialistas constataram que os cérebros dos ratos que ingeriram cafeína apresentaram uma redução de 50% na presença da proteína beta-amilóide, que forma aglutinações no cérebro de pessoas com demência.

De acordo com outros testes, a cafeína afeta a produção de duas enzimas necessárias para a formação da proteína beta-amilóide. A cafeína também estaria associada à supressão de processos inflamatórios que levariam a uma presença mais abundante da proteína.

Em entrevista à BBC, Gary Arendash, o principal autor do estudo, afirmou:

"Esses resultados são particularmente importantes porque reverter problemas de memória pré-existentes é muito mais difícil".

A equipe não sabe se uma quantidade menor de cafeína poderia ser tão efetiva, mas disse que a maioria das pessoas pode consumir com segurança 500 mg diários da substância.

Pessoas com pressão alta e mulheres grávidas, no entanto, devem limitar seu consumo diário de cafeína, dizem os pesquisadores.

Comentando os estudos, a diretora do Alzheimer's Research Trust da Grã-Bretanha, Rebecca Wood, e o diretor da Alzheimer's Society, Neil Hunt, disseram que ainda é cedo para saber se tomar café ou suplementos de cafeína pode ajudar pessoas com o Mal de Alzheimer.

Segundo eles, é preciso esclarecer se a substância teria o mesmo efeito em humanos. (Fonte: Estadão Online, jul/2009)