sábado, 2 de janeiro de 2010

Diabo-da-tasmânia resistente a câncer pode salvar espécie




Um diabo-da-tasmânia chamado Cedric pode ser a chave para a sobrevivência da espécie de animal, dizem cientistas australianos.

O maior marsupial carnívoro do mundo está ameaçado de extinção por causa de um misterioso tipo de câncer na face.

Mas os pesquisadores dizem que Cedric, aparentemente, tem uma resistência natural a tumores, que são contagiosos, e que dizimaram metade da população da espécie na Tasmânia, ilha australiana da qual o animal virou um símbolo.

Cedric é o primeiro diabo-da-tasmânia a mostrar qualquer imunidade à doença, que causa desfiguramento. Os animais infectados não conseguem mais comer ou enxergar e acabam morrendo de fome.

O animal foi capturado no oeste da ilha no ano passado, juntamente com seu meio-irmão, Clinky.

Ambos receberam uma injeção com células mortas de tumores. Clinky não produziu anticorpos, mas Cedric o fez e, aparentemente, construiu defesas contra a misteriosa doença.

Alex Kriess, da equipe de pesquisa, disse que ambos tiveram depois células cancerosas injetadas no rosto. "Eles não desenvolveram o tumor até agora", afirmou. "Nós injetamos muito poucas células, por isso pode levar um tempo até que desenvolvam alguma coisa que possa ser vista."

A aparente resistência de Cedric à doença é vista como um avanço significativo. Os tumores faciais estão acabando com os animais de sua espécie na costa leste da Tasmânia, mas Cedric é de uma população geneticamente diferente que vive do outro lado da ilha.

Cientistas do Projeto para Salvar o Diabo-da-Tasmânia esperam que os marsupiais que compartilhem de suas características genéticas também possam ser imunes ao câncer ou capazes de reagir a uma vacina.

Se não houver um avanço real, os especialistas temem que a espécie possa estar extinta dentro de 20 anos. (Estadão Online, 02/04/2008)

Florestas públicas cadastradas ocupam 28% do Brasil

Um levantamento do Serviço Florestal Brasileiro revela que aumentou a área de florestas públicas no país. Há aproximadamente 239 milhões de hectares cadastrados pertencentes ao governo federal e estadual, contra 210 milhões em 2008, o que eleva de 25% para 28% o total do território sob a gestão direta do poder público.

Os dados estão reunidos no Cadastro Nacional de Florestas Públicas e mostram que o aumento das áreas ocorreu tanto nas florestas públicas destinadas, ou seja, aquelas que já têm um uso específico, por exemplo, unidades de conservação ou terras indígenas, quanto em florestas públicas que ainda não têm uma destinação.

A maior parte dos 29 milhões de hectares cadastrados em 2009, ou seja, 18,5 milhões de hectares, vêm de florestas públicas destinadas. Com o incremento, as áreas com destinação definida passam a ocupar 203,9 milhões de hectares do país e a representar 85% do total de florestas públicas cadastradas.

O aumento se deve à criação de unidades de conservação e da identificação de áreas estaduais inseridas no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC).

O grande crescimento da área de florestas públicas destinadas vem da adição de informações sobre as florestas estaduais. Os estados fornecem dados para o Cadastro e, até o momento, contabilizam-se 26,4 milhões de hectares de florestas públicas estaduais cadastradas.

Florestas não destinadas - O restante das florestas públicas são de áreas não destinadas, ou seja, terras públicas com cobertura florestal em poder da União, mas sem um uso específico. As florestas nessa situação somaram 9,8 milhões de hectares ao levantamento anterior.

Em relação a 2008, a área de florestas públicas não destinadas passou de 25 milhões de hectares para aproximadamente 35 milhões de hectares. O aumento ocorreu porque o Programa Terra Legal, que vai titular terras na Amazônia ocupadas por posseiros, forneceu novos dados sobre as glebas federais arrecadadas.

Gestão - Os números sobre as florestas públicas ajudam o governo a conhecer o patrimônio florestal público e a desenvolver políticas para o setor. Esses dados começaram a ser levantados recentemente, em 2006, quando a Lei 11.284/06 estabeleceu o Cadastro de Florestas Públicas.

Também podem ser utilizados para construir com a destinação de áreas de floresta a comunidades que dali tiram seu sustento e para a gestão direta das áreas. Para o Serviço Florestal, as informações do Cadastro auxiliam no planejamento das concessões florestais, ou seja, áreas que podem ser objeto de licitação para empresas interessadas em retirar madeira, produtos não madeireiros ou promover turismo, por um período máximo de 40 anos e mediante pagamento ao governo.

Até então, o cadastramento de áreas públicas era produzido separadamente por diversas instituições, por exemplo, a Funai, sobre as terras indígenas, ou pelo Incra, sobre os assentamentos rurais. O levantamento feito pelo Serviço Florestal Brasileiro reúne as informações desses órgãos e busca consolidar ainda dados obtidos com os estados por meio de convênios e parcerias.

O Cadastro de Florestas Públicas é dinâmico e sabe-se que a área de florestas públicas conhecidas pode chegar a aproximadamente 300 milhões de hectares se novos da União e dos estados forem cadastrados. (Fonte: MMA, 18/12/2009)

Argentina vai produzir vacina contra febre amarela com tecnologia brasileira

A Argentina vai contar com tecnologia brasileira na produção de vacinas contra a febre amarela. Uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério da Saúde da Argentina foi assinada nesta quinta-feira (17) para ajudar o país vizinho a fabricar suas próprias doses. Atualmente, a Argentina compra vacinas contra a febre amarela do Brasil.

“Com a transferência, a Argentina passará a ser terceira produtora mundial dessa vacina estratégica, ao lado do Brasil e da França”, destacou o ministro da Saúde brasileiro, José Gomes Temporão. “A saúde no Mercosul é uma agenda prioritária”, completou, ao informar que a vacina brasileira é exportada para cerca de 50 países.

De acordo com dados da Organização Panamericana de Saúde (OMS), no ano passado, o Brasil registrou 46 casos de febre amarela e houve 27 mortes. Na Argentina, o número foi menor: 9 casos e três mortes. A doença está entre aquelas consideradas “negligenciadas” por grandes laboratórios farmacêuticos, embora seja endêmica na América Central, América do Sul e África, ou seja, ela prevalece nessas regiões.

Com o acordo bilateral, nos próximos 90 dias, o Brasil e a Argentina vão definir como será o processo de transferência de tecnologia para produção das doses, que devem estar disponíveis em dois anos. De acordo com o ministro da Saúde argentino Juan Luis Manzur, a presidente Cristina Kirchner liberou a aplicação de “todos os recursos necessários para implementação do projeto”.

Manzur também lembrou que os dois países estão trabalhando juntos para combater a dengue na fronteira. “Essa é uma doença que está na região e que temos que unir esforços. A saúde não tem fronteiras. O vetor de doenças, o mosquito, por exemplo, não passa pela imigração."

A parceria inclui ainda o apoio técnico do Brasil para instalação de bancos de leite humano na Argentina e a produção acadêmica na área de saúde pública. A Fiocruz vai organizar cursos de mestrado para profissionais da Argentina nas áreas de biologia molecular e celular, biotecnologia, epidemiologia e estatística. (Fonte: Agência Brasil, 18/12/2009)

Doação alemã de 15 milhões de euros ajudará a promover concessões florestais

O Serviço Florestal Brasileiro e o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) devem receber 15 milhões de euros do governo alemão, por meio do Banco de Desenvolvimento daquele país, o KfW, para desenvolver o Projeto de Apoio a Gestão Florestal para a produção sustentável na Amazônia.

A contratação do projeto foi recomendada pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do Ministério da Fazenda e do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão em reunião realizada na quarta-feira (16), e significa que o governo federal está de acordo para que o Ministério do Meio Ambiente faça a cooperação com a Alemanha.

"Com isso, o Serviço Florestal conseguirá acelerar a agenda de implementação das concessões, que fazem parte das estratégias brasileiras de conservação das florestas", diz o diretor-geral do Serviço Florestal, Antônio Carlos Hummel. O projeto terá ainda 21 milhões de euros do governo brasileiro.

A doação alemã vai apoiar ações dos dois órgãos relativas às concessões florestais e auxiliará o Serviço Florestal a aperfeiçoar a infraestrutura das unidades regionais localizadas em Porto Velho (RO) e Santarém (PA), e a implantar escritórios em quatro cidades na Amazônia.

Também planeja-se a construção de um centro de treinamento em manejo florestal na BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA), região que é foco das próximas concessões florestais. O local é um dos que mais sofre pressão para o desmatamento ilegal.

O esforço para promover a economia florestal de base sustentável na BR-163 passará ainda pela implantação de um projeto piloto de aproveitamento de resíduos florestais para produção de briquetes - cilindros feitos de restos de madeira prensados chamados de lenha ecológica - , e para a geração de energia. A ação também usará recursos da doação.

Com os recursos também será possível avançar na demarcação das florestas nacionais, elaboração de seus planos de manejo e implementação dos conselhos consultivos das flonas pelo ICMBio, que são pré-requisitos para uma concessão florestal.

"A implementação conjunta do projeto, pelo Serviço Florestal e ICMBio, aproxima as visões do uso sustentável das florestas para a conservação e colaboram para a plena implementação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação", diz o gerente de Fomento do Serviço Florestal, Marco Conde.

A partir da decisão do Cofiex, o KfW deve enviar na próxima semana o relatório do projeto para aprovação pelo Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento alemão, que é quem autoriza a doação para o governo brasileiro. (Fonte: MMA, 22/12/2009)

Cientistas criam lente capaz de projetar luz de hemisfério inteiro

Cientistas da Universidade de Duke (EUA) criaram uma lente capaz de projetar a luz de um hemisfério inteiro sobre uma superfície plana. Trata-se de um passo adiante muito importante na construção de câmeras e detectores de imagens.

As lentes ópticas, por razões de design, só podem projetar a luz que entra procedente de uma só direção, uma restrição que a equipe dirigida por David Smith conseguiu superar, segundo a última edição da revista "Nature".

Por meio de um sofisticado processo, os pesquisadores conseguiram manipular de maneira artificial a propagação da luz, graças à utilização de um metamaterial - substância que apresenta propriedades eletromagnéticas incomuns, devido a sua estrutura.

Os metamateriais permitem o controle total e deliberado da propagação da luz e, portanto, expandem de maneira considerável a capacidade dos instrumentos ópticos além do que é possível com as lentes utilizadas atualmente.

David Smith e seu companheiro Nathan Kundtz, responsáveis pelo estudo, criaram uma lente metamaterial que captura a luz em ângulos de até 180º e que a projeta sobre uma superfície.

Combinado com o chip de uma câmera instalada na citada superfície plana, a lente criada conseguia projetar e transmitir a imagem de um hemisfério inteiro em apenas uma foto. (Fonte: Folha Online, 22/12/2009)