domingo, 20 de junho de 2010

Agricultura intensiva reduz aquecimento global, diz estudo




Fertilizantes, pesticidas e sementes híbridas de alto rendimento salvaram o planeta de uma dose extra de aquecimento global. Essa é a conclusão de uma nova análise segundo a qual a intensificação da agricultura, por meio da revolução verde, tem sido acusada injustamente pela aceleração do aquecimento global.

Steven Davis, da Instituição Carnegie de Washington, em Palo Alto, Califórnia, e colegas, calcularam a quantidade de gases-estufa emitida no último meio século se a revolução verde não tivesse acontecido. O estudo foi publicado na prestigiada revista “PNAS”.

A análise incluiu dióxido de carbono e outros gases, como metano liberado por plantações de arroz. Os autores notaram que, de modo geral, a intensificação da agricultura ajudou a retirar o equivalente a 600 bilhões de tonelada de CO2 da atmosfera – cerca de um terço de toda a emissão de gases-estufa entre 1850 e 2005.

As emissões foram reduzidas por a revolução verde aumentou o rendimento das plantações – por exemplo, ao promover o uso de variedade híbridas, que produzem mais, e pela uso generalizado de pesticidas e fertilizantes. Isso significa que mais alimento pode ser produzido sem a necessidade de cortar grandes áreas de floresta.

“Acho que nossos resultados mostram o perigo de se focar em apenas uma parte de um sistema complexo”, diz Davis em resposta às afirmações de ambientalistas, que veem na agricultura intensiva uma das principais responsáveis pelo aumento das emissões de gases-estufa devido ao processo de produção de fertilizantes e produtos agroquímicos.

“É verdade que as emissões derivadas da manufatura de fertilizantes cresceu por causa da revolução verde”, diz Davis, “mas nós mostramos que essas e outras emissões diretas de agricultura são mais que compensadas pelas emissões indiretas que são evitadas ao se deixar terras cultiváveis sem manejo”.

Além disso, ao possibilitar que agricultores produzam mais em suas propriedades, a revolução verde evitou que uma área estimada de 1,5 bilhão de hectares – uma vez e meia a área dos EUA – fosse utilizada para agricultura.

“Nós propomos que é muito importante continuar aumentando a produtividade e, ao mesmo tempo, usar recursos agrícolas, como fertilizantes e água, da maneira mais eficiente possível”, disse Davis.

Efeitos negativos – Helmut Haberl, que estuda o efeito da agricultura sobre recursos globais na Universidade Klagenfurt, em Viena (Áustria), considera o estudo impressionante e bem conduzido. No entanto, adverte que o estudo não leva em conta outros fatores danosos da agricultura intensiva, como a degradação do solo, perda de biodiversidade, efeitos tóxicos de pesticidas sobre os agricultores e sofrimento animal.

David Pimentel, da Universidade Cornell, em Nova York, uma autoridade em agricultura orgânica, questiona as conclusões de Davis. Ele cita um experimento de 22 anos conduzido por sua equipe que mostrou que o rendimento de produções de milho e soja orgânicos é equivalente ao da agricultura convencional, mas consome 30% menos energia de combustíveis fósseis, ao mesmo tempo em que dobra a quantidade de carbono no solo.

Pimentel também afirma ter demonstrado que a produção orgânica na Indonésia e Índia consome muito menos energia por caloria de arroz ou milho produzido do que a produção intensiva desses produtos nos Estados Unidos.
(Fonte: Folha on-line, junho 2010)

População de cobras está diminuindo, diz estudo




Um grupo internacional de pesquisadores examinou registros de 17 populações de cobras de 8 espécies cobrindo as últimas décadas e observaram uma queda considerável em seus números, informou o site da ” BBC News”.

O estudo, publicado na revista “Biology Letters”, mostra uma queda abrupta nas populações em um curto período de tempo, por volta de 1998.

A equipe internacional, liderada por Chris Reading, do Centro de Ecologia e Hidrologia, no Reino Unido, e de outras instituições da Austrália, França, Itália e Nigéria, marcou cobras individuais e as monitorou por vários meses. Além disso, recolheram registros de dados anteriores conhecidos sobre as populações de interesse.

Das 17 populações investigadas, 8 caíram dramaticamente – em alguns casos, em até 90% -, com somente uma população mostrando uma tendência de crescimento. Mesmo em áreas protegidas, houve uma queda nas populações.

O ano em que a queda começou, 1998, foi o mais quente registrado nas últimas décadas devido a ação do El Niño, o que sugere que fenômenos climáticos poderiam ser responsáveis pela queda na população de cobras.
(Fonte: Folha on-line)

Brasil vai receber U$ 13 milhões para projetos de conservação do Cerrado

Na próxima segunda-feira (14), serão destinados recursos de U$ 13 milhões a quatro projetos de preservação do bioma Cerrado. A iniciativa faz parte de um acordo de doação entre o Banco Mundial, o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o ICMBio e os governos de Goiás e Tocantins, que integram o Programa Iniciativa Cerrado Sustentável.

O recurso será doado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, sigla em inglês), e os acordos serão assinados às 15h, no Auditório do MMA no Edifício Marie Prendi Cruz (505 Norte), em Brasília-DF.

O Programa Iniciativa Cerrado Sustentável é um dos instrumentos do MMA para a implementação de parte dos objetivos e das diretrizes preconizados pelo Programa Nacional de Conservação e Uso Sustentável do Bioma Cerrado (Programa Cerrado Sustentável), instituído por meio do Decreto 5.577/2005.

Os quatro projetos devem ser executados em um período de quatro anos, e vão contribuir para a valorização do Cerrado por meio de atividades de conservação, restauração, recuperação e manejo sustentável de ecossistemas naturais.

Também vão colaborar na implementação de novas políticas ambientais, bem como para o fortalecimento de instituições públicas e da sociedade civil envolvidas com a conservação ambiental, expansão de áreas protegidas e desenvolvimento de um sistema de monitoramento ambiental.

O MMA atuará como coordenador do programa e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) será o executor do recurso de doação. Estarão presentes ao evento a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; os governadores de Tocantins, Carlos Henrique Gaguim, e de Goiás, Alcides Rodrigues Filho; além do diretor do Banco Mundial no Brasil, Makhtar Diop, do presidente do ICMBio, Rômulo Melo, e da secretária-geral do Funbio, Rosa Lemos de Sá. (Fonte: MMA, junho 2010)

Cientistas decodificam o código genético do dromedário

Cientistas da Arábia Saudita e da China anunciaram, nesta quarta-feira (9), a conclusão do mapeamento do genoma do dromedário.

Vinte cientistas sauditas da Cidade Rei Abdulaziz de Ciência e Tecnologia e chineses do BGI de Shenzen – ex-Instituto Genômico de Pequim – levaram mais de um ano para decodificar o código genético inteiro de um dromedário ou camelo árabe (Camelus dromedarius), que tem uma única corcova, espécie nativa onipresente na península arábica.

“O camelo árabe entrou no clube altamente exclusivo dos poucos mamíferos que tiveram seu genoma completamente sequenciado e analisado”, comemoraram os dois institutos em um comunicado conjunto.

Sobrevivência no deserto
O sequenciamento e a análise do genoma completo do camelo, que tem “similaridades consideráveis” com o gado, poderiam levar à melhor compreensão da habilidade do camelo em sobreviver no hostil ambiente do deserto, afirmaram.

Revelar a genética que sustenta o sistema imunológico do camelo pode levar a descobertas médicas, e os dados do genoma também podem ajudar os cientistas a compreenderem melhor como este mamífero produz seu leite altamente nutritivo, valorizado pela medicina.

“O sequenciamento do genoma do camelo, desenvolvido por KACST e BGI contribuirá enormemente para a pesquisa genômica e pós-genômica mundial”, disse o presidente do BGI, Jian Wang.

“Pretendemos expandir nosso conhecimento sobre as características fisiológicas e bioquímicas do camelo e levá-las à aplicação para o benefício da humanidade”, disse. (Fonte: G1)

Vacina para câncer da mama é testada com sucesso em ratos

Cientistas americanos dizem ter desenvolvido uma vacina que impediu o desenvolvimento do câncer da mama em ratos.

Os pesquisadores planejam agora fazer testes da droga em humanos.

Eles avisam, no entanto, que pode levar alguns anos até que uma vacina esteja disponível para o público.

O imunologista que chefiou a pesquisa, Vincent Tuohy, do Cleveland Clinic Learner Research Institute, disse que a vacina age em uma proteína encontrada na maioria dos tumores da mama.

“Acreditamos que esta vacina será usada um dia para prevenir o câncer da mama em mulheres adultas da mesma forma como vacinas vêm impedindo muitas doenças da infância”, disse Tuohy.

“Se (a vacina) funcionar em humanos da mesma forma como em ratos, vai ser monumental. Poderíamos eliminar o câncer da mama”.

Os resultados do estudo foram publicados na revista científica Nature Medicine.

Desafio
No estudo, ratos com grande probabilidade genética de desenvolver câncer da mama foram vacinados.

A metade recebeu vacinas contendo a droga a-lactalbumina, a outra metade foi vacinada com uma droga que não continha a substância.

Nenhum dos animais vacinados com a-lactalbumina desenvolveu o câncer da mama. Todos os outros ratos apresentaram a doença.

Os Estados Unidos aprovaram duas vacinas para a prevenção do câncer, uma contra o câncer do colo do útero e outra contra o câncer do fígado.

Entretanto, essas vacinas atuam em vírus – o vírus do papiloma humano (HPV, na sigla em inglês) e o vírus da hepatite B (HBV) – e não na formação do câncer.

Câncer é um crescimento desordenado de células do corpo. Por isso, ao contrário de um vírus, não é reconhecido pelo organismo como um invasor ou um corpo estranho.

Isso dificulta a criação de uma vacina preventiva. Vacinar o corpo contra o crescimento excessivo de células significa vacinar o paciente contra seu próprio organismo, provocando a destruição de tecidos saudáveis.

Futuro

Caitlin Palframan, representante da entidade beneficente Breakthrough Breast Cancer, disse que o estudo pode ter implicações importantes na prevenção contra o câncer da mama no futuro.

“Entretanto, o estudo está em fase inicial e nós aguardamos com interesse os resultados de experimentos em grande escala para verificar se essa vacina seria segura e efetiva em humanos”, acrescentou.

Ela disse que há medidas que mulheres podem adotar para reduzir os riscos do câncer da mama, entre elas, diminuir o consumo do álcool, manter um peso saudável e fazer exercícios regulares.
(Fonte: G1)