Duas novas espécies de peixes da família Pseudanthias foram descobertas por pesquisadores nas proximidades de Maldivas e Maurícia, países insulares localizados no Oceano Índico.
A informação foi publicada nesta segunda-feira (4) no site da revista inglesa Practical Fishkeeping, especializada em vida marinha. A primeira espécie descoberta foi o Pseudanthias bimarginatus, nas Maldivas.
A segunda foi chamada de Pseudanthias unimarginatus e vem da Ilha Maurícia.
De acordo com a publicação, os peixes vivem em recifes de corais, onde se protegem de predadores, e se alimentam de zooplâncton.
Até agora, 65 espécies foram descritas, sendo que 49 foram validadas pelos cientistas. (Fonte: Globo Natureza, jul. 2011)
terça-feira, 5 de julho de 2011
Pata de sapo pode ajudar a desenvolver novo tipo de ‘band-aid’
Sapos que vivem em árvores possuem patas grudentas que os ajudam a se manterem presos aos galhos. Apesar disso, seus pés nunca estão sujos, graças a um muco que, embora melequento, também é autolimpante. Por isso, cientistas estão estudando esses animais para desenvolver uma nova forma de curativo para machucados.
O segredo, segundo os pesquisadores da Universidade de Glasgow, na Escócia, não é apenas o muco, mas também o desenho da sola dos pés desses animais. Para gerar a substância, os sapos precisam friccionar o pé. E pequenas estruturas em formato hexagonal permitem exatamente isso: partes da pata se mantêm em contato com a superfície, mantendo a produção de muco adesivo constante.
A pesquisa foi apresentada durante a Conferência Anual da Sociedade de Biologia Experimental, em Glasgow. (Fonte: G1, julho 2011)
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Projeto pretende descobrir genoma de 5 mil espécies de insetos
O genoma de 5 mil insetos e outros tipos de artrópodes será descoberto e estudado por um grupo de cientistas nos próximos cinco anos. Conhecida como Projeto Genoma de Insetos 5000 (i5k), a iniciativa foi lançada em 2011 para que entomologistas possam conhecer mais sobre a biologia desses animais e como controlá-los quando causam ameaças à saúde, aos alimentos e à economia.
O projeto foi detalhado em entrevista de quatro dos membros publicada na última edição da revista “American Entomologist”. Lançado em março, após uma carta assinada por dez membros – a maioria norte-americanos – à revista “Science”, o i5k agora busca colaboradores de todo o mundo para indicações sobre qual inseto deve ser sequenciado.
Os interessados poderão se cadastrar no site http://arthropodgenomes.org/wiki/i5K para participar do projeto. Um dos focos do grupo está na reunião de dados que permitam estudar melhor a resistência dos invertebrados a inseticidas.
Como o sequenciamento genômico fica mais barato com o passar dos anos, os organizadores esperam que o conhecimento sobre os genes dos 5 mil artrópodes possa resultar na melhora das técnicas de controle de pragas ou mesmo na preservação de espécies menos resistentes como as abelhas. (Fonte: G1, junho 2011)
Reclamações sobre superpopulação de pombos dobram em quatro anos no Rio
O número de reclamações feitas pela população sobre a presença massiva e indesejável de pombos dobrou nos últimos quatro anos no Rio de Janeiro. De acordo com dados do Centro de Controle de Zoonoses da capital fluminense, atualmente são registradas cerca de 80 a 100 ocorrências por mês. Em 2007, essa média era 40 registros.
Paulo Roberto da Silva, responsável pela limpeza do terraço de um prédio no centro da cidade, convive com a situação diariamente e relata que o local é usado como moradia pelos pombos. “Tenho que limpar todos os dias e o cheiro é horrível. Às vezes têm muitas fezes e quando bate sol o cheiro fica insuportável. Tem até ninhos!”
Os ninhos e as fezes representam os maiores riscos nesse tipo de ambiente com grande aglomeração de pombos. O excremento pode concentrar o fungo transmissor da doença Cryptococus que compromete o pulmão e pode afetar o sistema nervoso central, causando alergias, micose e até meningite. Para ocorrer o contágio, basta apenas que a pessoa inale a poeira das fezes secas dos animais.
Fernando Ferreira, responsável pelo Controle de Zoonoses do município do Rio de Janeiro, alerta que “o mais grave é que ela [a doença] se manifesta como uma gripe comum. Se a pessoa não falar com o médico que tem contato com pombos, que limpa as fezes, o médico não tem como fazer o diagnóstico preciso. A doença é muito parecida com a gripe e o resfriado e, quando se chega ao diagnóstico correto, a pessoa já está em estágio muito avançado e precisa de um tratamento mais especializado”.
A pessoa contaminada pode apresentar febre, tosse, dor torácica, dor de cabeça, sonolência, rigidez da nuca, agitação e confusão mental. Os pombos também são responsáveis pela transmissão da toxoplasmose, histoplasmose, erisipela, salmonelose, candidíase e aspergilose. O contágio ocorre sempre pela inalação das fezes secas depositadas em caixas armazenadas, no chão, em beirais, em máquinas ou em qualquer outro local. Outra forma de contaminação é por meio dos piolhos dos pombos.
Em 2007, uma infestação de piolhos de pombos obrigou a direção da maternidade do Hospital Universitário Antônio Pedro, em Niterói, região metropolitana do Rio, a evacuar e fechar um andar inteiro do prédio. A infestação foi descoberta depois que o setor de enfermagem percebeu uma grande quantidade de piolhos da ave na janela.
Segundo o veterinário Fernando Ferreira, a interferência da população que insiste em alimentar as aves é a principal agravante, uma vez que diminui o tempo de vida dos pombos e acostuma essas aves a não mais procurar por alimento. “Com a facilidade de alimento, ela esquece o hábito de vida livre”, explicou Ferreira ao lembrar que esse costume é o que atrai aglomerados de pombos para as cidades.
Em Londrina, no Paraná, a superpopulação da ave chegou ao limite. Em 2009, a prefeitura da cidade publicou um decreto proibindo os moradores de alimentar pombos. A situação de Londrina vem sendo tratada como de alto risco à saúde pública e levou, no ano passado, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a autorizar o abate das aves, abrindo uma exceção à determinação da Lei 9.605 (de 12/02/98), que considera os pombos animais domésticos ou já domesticados, “levando qualquer ação de controle que provoque a morte, danos físicos, maus-tratos e apreensão, passível de pena reclusiva inafiançável de até 5 anos”.
Para o supervisor veterinário da Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa), Izanag Ferreira, o Rio de Janeiro está caminhando muito rapidamente para uma situação semelhante à de Londrina e que tudo depende de uma mudança de hábito das pessoas. O veterinário da Suipa lembra que a instituição defende a vida dessas aves e que existem meios de controle sem a necessidade de extermínio. “Se você não der comida e não der abrigo, ele [o pombo], por si só, diminui a reprodução. Eles [pombos] não vão morrer de fome porque não têm milho, mas vão migrar para outra região atrás de alimentos.” (Fonte: Carolina Gonçalves/ Agência Brasil)
Site vende provável fóssil contrabandeado do Brasil
Mais um tesouro da pré-história brasileira pode acabar no exterior. Pior ainda: seu destino pode ser uma coleção de fósseis particular sem acesso aos cientistas.
No site americano PaleoDirect, especializado na venda de fósseis, é assim: quem tiver o dinheiro, leva.
Peças saídas do Brasil não são novidade por lá. Mas, atualmente, um raro e inédito fóssil do país está à venda.
Quem tiver R$ 25,6 mil pode se tornar proprietário da superconservada asa de uma espécie de pterossauro que ainda não foi descrita.
“Não é a primeira vez que esse site faz isso. Eles dizem que os fósseis saíram legalmente do país, mas não é verdade”, diz Felipe Monteiro, da Universidade Federal do Ceará. Ele é pesquisador na Chapada do Araripe (CE), região de origem do fóssil.
A Folha pediu ao PaleoDirect para ter acesso ao certificado de autenticidade que consta no anúncio do fóssil, mas não obteve resposta.
Segundo o site, o fóssil é “de uma coleção europeia com mais de 70 anos”. Ou seja, é anterior à promulgação da lei de 1942 que exige autorização do governo para que qualquer fóssil com interesse científico saia do Brasil.
Segundo especialistas, dizer que as coleções são anteriores à lei é a principal desculpa para dar “aparência de legalidade” ao contrabando.
Ao contrário do Brasil, nos EUA o comércio de fósseis, incluindo para o exterior, é autorizado. Por isso, sites como o PaleoDirect podem operar.
A Chapada do Araripe, onde o fóssil foi achado, é um complexo paleontológico reconhecido pela Unesco.
O mesmo site já protagonizou outra polêmica com fósseis brasileiros. Em 2008, a Folha noticiou a venda de um crânio intacto de um réptil voador por US$ 700 mil. (Fonte: Giuliana Miranda/ Folha.com)
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