O Serviço Florestal Brasileiro e o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) devem receber 15 milhões de euros do governo alemão, por meio do Banco de Desenvolvimento daquele país, o KfW, para desenvolver o Projeto de Apoio a Gestão Florestal para a produção sustentável na Amazônia.
A contratação do projeto foi recomendada pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do Ministério da Fazenda e do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão em reunião realizada na quarta-feira (16), e significa que o governo federal está de acordo para que o Ministério do Meio Ambiente faça a cooperação com a Alemanha.
"Com isso, o Serviço Florestal conseguirá acelerar a agenda de implementação das concessões, que fazem parte das estratégias brasileiras de conservação das florestas", diz o diretor-geral do Serviço Florestal, Antônio Carlos Hummel. O projeto terá ainda 21 milhões de euros do governo brasileiro.
A doação alemã vai apoiar ações dos dois órgãos relativas às concessões florestais e auxiliará o Serviço Florestal a aperfeiçoar a infraestrutura das unidades regionais localizadas em Porto Velho (RO) e Santarém (PA), e a implantar escritórios em quatro cidades na Amazônia.
Também planeja-se a construção de um centro de treinamento em manejo florestal na BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA), região que é foco das próximas concessões florestais. O local é um dos que mais sofre pressão para o desmatamento ilegal.
O esforço para promover a economia florestal de base sustentável na BR-163 passará ainda pela implantação de um projeto piloto de aproveitamento de resíduos florestais para produção de briquetes - cilindros feitos de restos de madeira prensados chamados de lenha ecológica - , e para a geração de energia. A ação também usará recursos da doação.
Com os recursos também será possível avançar na demarcação das florestas nacionais, elaboração de seus planos de manejo e implementação dos conselhos consultivos das flonas pelo ICMBio, que são pré-requisitos para uma concessão florestal.
"A implementação conjunta do projeto, pelo Serviço Florestal e ICMBio, aproxima as visões do uso sustentável das florestas para a conservação e colaboram para a plena implementação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação", diz o gerente de Fomento do Serviço Florestal, Marco Conde.
A partir da decisão do Cofiex, o KfW deve enviar na próxima semana o relatório do projeto para aprovação pelo Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento alemão, que é quem autoriza a doação para o governo brasileiro. (Fonte: MMA, 22/12/2009)
sábado, 2 de janeiro de 2010
Cientistas criam lente capaz de projetar luz de hemisfério inteiro
Cientistas da Universidade de Duke (EUA) criaram uma lente capaz de projetar a luz de um hemisfério inteiro sobre uma superfície plana. Trata-se de um passo adiante muito importante na construção de câmeras e detectores de imagens.
As lentes ópticas, por razões de design, só podem projetar a luz que entra procedente de uma só direção, uma restrição que a equipe dirigida por David Smith conseguiu superar, segundo a última edição da revista "Nature".
Por meio de um sofisticado processo, os pesquisadores conseguiram manipular de maneira artificial a propagação da luz, graças à utilização de um metamaterial - substância que apresenta propriedades eletromagnéticas incomuns, devido a sua estrutura.
Os metamateriais permitem o controle total e deliberado da propagação da luz e, portanto, expandem de maneira considerável a capacidade dos instrumentos ópticos além do que é possível com as lentes utilizadas atualmente.
David Smith e seu companheiro Nathan Kundtz, responsáveis pelo estudo, criaram uma lente metamaterial que captura a luz em ângulos de até 180º e que a projeta sobre uma superfície.
Combinado com o chip de uma câmera instalada na citada superfície plana, a lente criada conseguia projetar e transmitir a imagem de um hemisfério inteiro em apenas uma foto. (Fonte: Folha Online, 22/12/2009)
As lentes ópticas, por razões de design, só podem projetar a luz que entra procedente de uma só direção, uma restrição que a equipe dirigida por David Smith conseguiu superar, segundo a última edição da revista "Nature".
Por meio de um sofisticado processo, os pesquisadores conseguiram manipular de maneira artificial a propagação da luz, graças à utilização de um metamaterial - substância que apresenta propriedades eletromagnéticas incomuns, devido a sua estrutura.
Os metamateriais permitem o controle total e deliberado da propagação da luz e, portanto, expandem de maneira considerável a capacidade dos instrumentos ópticos além do que é possível com as lentes utilizadas atualmente.
David Smith e seu companheiro Nathan Kundtz, responsáveis pelo estudo, criaram uma lente metamaterial que captura a luz em ângulos de até 180º e que a projeta sobre uma superfície.
Combinado com o chip de uma câmera instalada na citada superfície plana, a lente criada conseguia projetar e transmitir a imagem de um hemisfério inteiro em apenas uma foto. (Fonte: Folha Online, 22/12/2009)
Campanha Saco é um Saco estimula uso de sacolas retornáveis pela população

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou no início da tarde de segunda-feira (21), no Rio de Janeiro, da campanha Saco é um Saco. Com o objetivo de incentivar os consumidores a reduzir o uso de sacolas plásticas nas compras de Natal, a ação prevê mobilizações em estações de metrô da capital fluminense e também em Brasília.
Na estação do Largo da Carioca, no centro do Rio, um papai noel distribui com seus ajudante, durante todo o dia, sacolas retornáveis aos passageiros, além de dar dicas de consumo consciente, como o uso de carrinhos de feira ou caixa de papelão como formas alternativas para transportar as compras, prejudicando menos o meio ambiente.
Dados do Ministério do Meio Ambiente apontam que a cada ano mais de 500 bilhões de sacolas plásticas são descartadas em todo o mundo, entupindo bueiros, agravando enchentes e contribuindo para a poluição dos mares, lagos e rios.
No Rio de Janeiro, uma lei estadual sancionada em julho deste ano determina a coleta e a substituição, por estabelecimentos comerciais, das sacolas ou dos sacos plásticos por outros de material reutilizável. O texto prevê que as microempresas têm três anos para cumprir a medida; as empresas de pequeno porte, dois anos; e os médios e grandes estabelecimentos devem se adequar num prazo máximo de um ano.
Estabelecimentos que não tiverem cumprido a norma após o prazo estipulado deverão receber sacolas e sacos plásticos devolvidos pelos consumidores e oferecer descontos ou permutas. (Fonte: Agência Brasil, 22/12/02009)
Recém-achada, árvore da mata atlântica corre risco

A planta acaba de ser batizada oficialmente (com o nome latino de Symplocos atlantica) e ganhou até um apelido mais popular, o de azeitoninha-das-nuvens, por causa dos frutos pretos. A certidão de nascimento da árvore para a comunidade científica, no entanto, já vem acompanhada de um rótulo nem um pouco invejável: o de ameaçada de extinção.
Isso porque os especialistas detectaram a nova espécie na chamada floresta nebular, uma subdivisão da mata atlântica que cresce nas alturas, a partir de 1.100 metros acima do nível do mar. Como o nome da formação indica, a floresta nebular está relacionada à presença constante de nuvens - as quais correm o risco de migrar para altitudes bem maiores com o avanço do aquecimento global.
E isso ameaça tanto a Symplocos atlantica quanto as demais espécies únicas da floresta nebular, afirma o biólogo Ricardo Bertoncello, um dos autores da descrição da planta na publicação científica "Harvard Papers in Botany".
Bertoncello chegou à azeitoninha-das-nuvens durante seu mestrado na Unicamp, cujo objetivo era justamente ajudar a entender como a comunidade de plantas se modificava morro acima na mata atlântica.
"Logo nas primeiras idas a campo eu percebi que se tratava de algo diferente. Era o esperado, porque a floresta nebular é cheia de endemismos (espécies que só ocorrem ali) e pouco estudada. É só chacoalhar a mata que caem espécies novas", brinca.
Olho clínico - Após coletar frutos e flores da árvore, o biólogo pediu a ajuda de João Luiz Aranha, especialista na família à qual a possível nova espécie claramente pertencia. Aranha, que também assina a descrição da planta, confirmou que se tratava de um vegetal desconhecido. Até agora, só foram encontradas árvores em Ubatuba (SP) e Parati (RJ), crescendo entre 1.000 m e 1.270 m de altitude, e com altura variando entre um metro (quase um arbusto) e 9 m.
O trabalho de Bertoncello também dá pistas sobre como a trajetória evolutiva da floresta nebular é única. O conjunto de espécies, por exemplo, apresenta só 18% de sobreposição com árvores que estão meros 150 metros morro abaixo. "A similaridade é maior com plantas que ocorrem em situações semelhantes em outros Estados do que com as que estão ali do lado", conta o biólogo.
Isso provavelmente sugere que a vegetação cobria uma área mais extensa e contínua durante a Era do Gelo (que terminou há cerca de 10 mil anos), quando as condições eram mais frias e úmidas. Com o aumento da temperatura, a conexão sumiu. "Na prática, é como se fossem ilhas de floresta nebular."
Curiosamente, apesar da presença das nuvens, esse tipo de mata tem aspecto retorcido e árvores de casca grossa, que lembram um pouco ecossistemas mais secos, como o cerrado. Uma explicação possível é a relativa escassez de nutrientes. (Fonte: Folha Online, 22/12/2009)
Micróbios sobrevivem 30 mil anos dentro de cristais de sal

Micróbios enterrados em um cristal de sal sobreviveram por 30 mil anos pela alimentação de restos de algas que estavam presos junto a eles. Este é o exemplo mais convincente até então para estipular a sobrevivência a longo prazo.
Brian Schubert, microbiologista da Universidade do Havaí, estudou junto a colegas os cristais de sal em núcleos de sedimentos provenientes da região de Death Valley, na Califórnia.
Os cristais continham bolsões de líquido minúsculos, e o grupo descobriu que eles podiam crescer e viver em colônias pré-cambrianas, a partir de amostras delas.
O grupo identificou o líquido com uma idade entre 22 mil e 34 mil anos, de acordo com um estudo publicado na revista "Geology".
Não se trata da primeira vez que micróbios cultivados em bolsões de líquidos presos dentro de sal são encontrados; um grupo anunciou que encontrou um líquido cuja idade chegaria a 250 milhões de anos.
Os resultados, no entanto, foram questionados, porque, como cristais de sal podem se dissolver e se cristalizar ao longo do tempo, eles podem prender micróbios modernos.
Em contraste, Schubert diz que a estrutura dos seus cristais indica que eles se formaram em um lago hiperssalino.
Como não houve um lago permanente em Death Valley pelo menos nos últimos 10 mil anos, isso sugere que a recristalização não tenha ocorrido, apoiando a ideia de que os cristais - e, portanto, os micróbios dentro deles - são, na verdade, tão velhos quanto parecem, afirma Robert Hazem, do Instituto de Ciência de Carnegie, em Washington, que é um cético quanto aos estudos anteriores.
Alimento - Além disso, Schubert acha que pode explicar como seus micróbios conseguiram permanecer vivos por tanto tempo. Cada cristal continha micróbios pré-cambrianos vivos também continham células mortas de uma alga conhecida como Dunaliella, comum em lagos salgados, e que contém altas concentrações de glicerol. O grupo sugere que o glicerol escoou para fora das células, e que os micróbios pré-cambrianos viveram disso.
Células da Dunaliella são tão boas como alimento que os micróbios poderiam viver muito mais do que 30 mil anos, diz Schubert. Ele calcula que uma única célula de Dunaliella contenha glicerol suficiente para atender as necessidades mínimas de um micróbio pré-cambriano por 12 milhões de anos.
Se assim for, é plausível que os micróbios possam sobreviver dentro de cristais de sal por centenas de milhões de anos, conforme estudos anteriores têm observado. Embora, como Schubert alerta, "é um salto muito grande ir de 30.000 anos para 250 milhões de anos". (Fonte: Folha Online, 24/12/2009)
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