sábado, 2 de janeiro de 2010

Pinhão tem produtividade três vezes maior do que soja para fabricação de biodiesel




O pinhão manso é uma matéria-prima que pode ser usada em escala para extração de óleo destinado à fabricação de biodiesel, mas apresenta características que precisam ser melhoradas. Com uma produtividade potencial três vezes maior que a da soja, o pinhão manso necessita de modificações para que possa se adaptar às diversas regiões do país e para que deixe de ser tóxico.

A necessidade de um estudo específiico sobre a espécie foi apresentada durante o 1º Congresso de Brasileiro de Pesquisa em Pinhão Manso, promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Associação Brasileira dos Produtores de Pinhão Manso (ABPPM). O encontro reuniu pesquisadores, técnicos, professores e estudantes na semana passada, em Brasília.

A principal meta científica é domesticar a oleaginosa para ser usada na nutrição animal. Além disso, é preciso torna-lá resistente a pragas e tornar a colheita uniforme.

Atualmente, a produção da oleaginosa no Brasil ocupa cerca de 60 mil hectares de área plantada. De acordo com o diretor-técnico da ABPPM, Luciano Piovesan, a cultura do pinhão manso não é excludente nem exclusiva. "É uma planta que inclusive recupera áreas degradadas do solo.”

O interesse em investimento em pinhão manso ocorre porque ele é rico em óleo e gordura e, portanto, tem potencial fonte de fabricação de biocombustíveis, de acordo com o especialista. O Brasil precisa alcançar a meta proposta para o chamado B5. O plano divulgado em outubro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê a adição de 5% do biocombustível ao diesel consumido no país, mas para isso, o Brasil precisa produzir 2,4 bilhões de biodiesel.

Hoje, a maior parte dessa demanda provém principalmente da soja, do girassol, amendoim, da mamona, do algodão, da canola e do dendê. “O programa do biodiesel do Brasil requer uma grande demanda de óleo. Isso significa que estamos tomando dessas espécies tradicionais”, explica o chefe da Embrapa Agroenergia, Frederico Durães.

Segundo Durães, o Brasil , no caso da soja, por exemplo, existem 22 milhões de hectares produzindo 60 milhões de toneladas de grãos anualmente. “A operacionalidade da semente da soja é alta, pois apresenta em sua constituição 18% de óleo e isso faz com que ela gere 550 quilos por hectare”, explica Durães. Segundo ele, isso tudo foi possível graças aos anos de estudo destinados à soja e por isso a importância de pesquisar os benefícios do pinhão manso. (Fonte: Radiobrás, 16/11/2009)

Cientistas criam bactéria que brilha na presença de minas terrestres

Cerca de 87 países, atualmente, ainda estão cheios de minas terrestres remanescentes da guerra que trazem impactos devastadores. Além das milhares de pessoas que mortas todos os anos, as minas também são uma grande ameaça aos ecossistemas e à vida selvagem. Calcula-se que mais de 1,6 milhões de animais de 39 países morreram em acidentes com minas. A boa notícia é que uma solução inesperada possa estar por vir, cientistas desenvolveram um tipo especial de bactéria que brilha na presença desses explosivos.

O cientistas utilizaram uma nova técnica, que manipula diretamente o DNA das bactérias, é misturada então uma solução incolor, que se torna verde quando pulverizadas em áreas onde minas estão enterradas. O composto pode ser pulverizado também por aviões, em áreas mais restritas ou delicadas, e depois de poucas horas se torna verde, se estiver perto de algum explosivo ainda não detonado.

As minas terrestres são grandes ameças à países com rica biodiversidade. Colombia, Moçambique, Camboja e Angola, são exemplos de países que se enquadram nesse grupo e tem os maiores campos minados do planeta. Enquanto não se conclui o número certo de fatalidades que envolvam animais nesses lugares, os pesquisadores alertam que minas são devastadoras nestes tipos de ambiente.

Espera-se que essa nova solução, que é muito mais barata e prática do que todas as outras encontradas anteriormente, irá prevenir pessoas e animais de sofrer o que ninguém jamais deveria.
(Fonte: Blog Ambiente Brasil, 17/11/2009)

Diabo-da-tasmânia resistente a câncer pode salvar espécie




Um diabo-da-tasmânia chamado Cedric pode ser a chave para a sobrevivência da espécie de animal, dizem cientistas australianos.

O maior marsupial carnívoro do mundo está ameaçado de extinção por causa de um misterioso tipo de câncer na face.

Mas os pesquisadores dizem que Cedric, aparentemente, tem uma resistência natural a tumores, que são contagiosos, e que dizimaram metade da população da espécie na Tasmânia, ilha australiana da qual o animal virou um símbolo.

Cedric é o primeiro diabo-da-tasmânia a mostrar qualquer imunidade à doença, que causa desfiguramento. Os animais infectados não conseguem mais comer ou enxergar e acabam morrendo de fome.

O animal foi capturado no oeste da ilha no ano passado, juntamente com seu meio-irmão, Clinky.

Ambos receberam uma injeção com células mortas de tumores. Clinky não produziu anticorpos, mas Cedric o fez e, aparentemente, construiu defesas contra a misteriosa doença.

Alex Kriess, da equipe de pesquisa, disse que ambos tiveram depois células cancerosas injetadas no rosto. "Eles não desenvolveram o tumor até agora", afirmou. "Nós injetamos muito poucas células, por isso pode levar um tempo até que desenvolvam alguma coisa que possa ser vista."

A aparente resistência de Cedric à doença é vista como um avanço significativo. Os tumores faciais estão acabando com os animais de sua espécie na costa leste da Tasmânia, mas Cedric é de uma população geneticamente diferente que vive do outro lado da ilha.

Cientistas do Projeto para Salvar o Diabo-da-Tasmânia esperam que os marsupiais que compartilhem de suas características genéticas também possam ser imunes ao câncer ou capazes de reagir a uma vacina.

Se não houver um avanço real, os especialistas temem que a espécie possa estar extinta dentro de 20 anos. (Estadão Online, 02/04/2008)

Florestas públicas cadastradas ocupam 28% do Brasil

Um levantamento do Serviço Florestal Brasileiro revela que aumentou a área de florestas públicas no país. Há aproximadamente 239 milhões de hectares cadastrados pertencentes ao governo federal e estadual, contra 210 milhões em 2008, o que eleva de 25% para 28% o total do território sob a gestão direta do poder público.

Os dados estão reunidos no Cadastro Nacional de Florestas Públicas e mostram que o aumento das áreas ocorreu tanto nas florestas públicas destinadas, ou seja, aquelas que já têm um uso específico, por exemplo, unidades de conservação ou terras indígenas, quanto em florestas públicas que ainda não têm uma destinação.

A maior parte dos 29 milhões de hectares cadastrados em 2009, ou seja, 18,5 milhões de hectares, vêm de florestas públicas destinadas. Com o incremento, as áreas com destinação definida passam a ocupar 203,9 milhões de hectares do país e a representar 85% do total de florestas públicas cadastradas.

O aumento se deve à criação de unidades de conservação e da identificação de áreas estaduais inseridas no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC).

O grande crescimento da área de florestas públicas destinadas vem da adição de informações sobre as florestas estaduais. Os estados fornecem dados para o Cadastro e, até o momento, contabilizam-se 26,4 milhões de hectares de florestas públicas estaduais cadastradas.

Florestas não destinadas - O restante das florestas públicas são de áreas não destinadas, ou seja, terras públicas com cobertura florestal em poder da União, mas sem um uso específico. As florestas nessa situação somaram 9,8 milhões de hectares ao levantamento anterior.

Em relação a 2008, a área de florestas públicas não destinadas passou de 25 milhões de hectares para aproximadamente 35 milhões de hectares. O aumento ocorreu porque o Programa Terra Legal, que vai titular terras na Amazônia ocupadas por posseiros, forneceu novos dados sobre as glebas federais arrecadadas.

Gestão - Os números sobre as florestas públicas ajudam o governo a conhecer o patrimônio florestal público e a desenvolver políticas para o setor. Esses dados começaram a ser levantados recentemente, em 2006, quando a Lei 11.284/06 estabeleceu o Cadastro de Florestas Públicas.

Também podem ser utilizados para construir com a destinação de áreas de floresta a comunidades que dali tiram seu sustento e para a gestão direta das áreas. Para o Serviço Florestal, as informações do Cadastro auxiliam no planejamento das concessões florestais, ou seja, áreas que podem ser objeto de licitação para empresas interessadas em retirar madeira, produtos não madeireiros ou promover turismo, por um período máximo de 40 anos e mediante pagamento ao governo.

Até então, o cadastramento de áreas públicas era produzido separadamente por diversas instituições, por exemplo, a Funai, sobre as terras indígenas, ou pelo Incra, sobre os assentamentos rurais. O levantamento feito pelo Serviço Florestal Brasileiro reúne as informações desses órgãos e busca consolidar ainda dados obtidos com os estados por meio de convênios e parcerias.

O Cadastro de Florestas Públicas é dinâmico e sabe-se que a área de florestas públicas conhecidas pode chegar a aproximadamente 300 milhões de hectares se novos da União e dos estados forem cadastrados. (Fonte: MMA, 18/12/2009)

Argentina vai produzir vacina contra febre amarela com tecnologia brasileira

A Argentina vai contar com tecnologia brasileira na produção de vacinas contra a febre amarela. Uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério da Saúde da Argentina foi assinada nesta quinta-feira (17) para ajudar o país vizinho a fabricar suas próprias doses. Atualmente, a Argentina compra vacinas contra a febre amarela do Brasil.

“Com a transferência, a Argentina passará a ser terceira produtora mundial dessa vacina estratégica, ao lado do Brasil e da França”, destacou o ministro da Saúde brasileiro, José Gomes Temporão. “A saúde no Mercosul é uma agenda prioritária”, completou, ao informar que a vacina brasileira é exportada para cerca de 50 países.

De acordo com dados da Organização Panamericana de Saúde (OMS), no ano passado, o Brasil registrou 46 casos de febre amarela e houve 27 mortes. Na Argentina, o número foi menor: 9 casos e três mortes. A doença está entre aquelas consideradas “negligenciadas” por grandes laboratórios farmacêuticos, embora seja endêmica na América Central, América do Sul e África, ou seja, ela prevalece nessas regiões.

Com o acordo bilateral, nos próximos 90 dias, o Brasil e a Argentina vão definir como será o processo de transferência de tecnologia para produção das doses, que devem estar disponíveis em dois anos. De acordo com o ministro da Saúde argentino Juan Luis Manzur, a presidente Cristina Kirchner liberou a aplicação de “todos os recursos necessários para implementação do projeto”.

Manzur também lembrou que os dois países estão trabalhando juntos para combater a dengue na fronteira. “Essa é uma doença que está na região e que temos que unir esforços. A saúde não tem fronteiras. O vetor de doenças, o mosquito, por exemplo, não passa pela imigração."

A parceria inclui ainda o apoio técnico do Brasil para instalação de bancos de leite humano na Argentina e a produção acadêmica na área de saúde pública. A Fiocruz vai organizar cursos de mestrado para profissionais da Argentina nas áreas de biologia molecular e celular, biotecnologia, epidemiologia e estatística. (Fonte: Agência Brasil, 18/12/2009)